Da Redação

Os paranaenses estão divididos quando o assunto é a avaliação do governo do presidente interino Michel Temer. Enquanto 46,4% aprovam sua administração, que acaba de completar três meses, outros 45,6% a desaprovam. E a maioria se diz favorável à possibilidade de novas eleições no país. Os números foram revelados nesta segunda-feira (22) pelo mais recente levantamento Fiep-Paraná Pesquisas sobre o cenário político e econômico do país e do Estado. A pesquisa, que entrevistou 2.538 pessoas entre os dias 7 e 11 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Foto: Agência Brasil

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Além da avaliação sobre o governo Temer, o instituto questionou os entrevistados sobre o futuro do quadro político do país. Entre as três opções propostas, 62,8% dizem preferir a realização de um novo pleito. Outros 23,9% preferem a permanência do interino no poder e 11% defendem a volta da presidente afastada Dilma Rousseff. Os 2,3% restantes não souberam ou não quiseram opinar. “Um percentual tão elevado de pessoas favoráveis a uma nova eleição mostra o grande descontentamento da população com a política de modo geral”, avalia o presidente da Fiep, Edson Campagnolo.

Outro dado que chama a atenção na pesquisa é que, apesar de a gestão Temer ainda não convencer a maioria dos paranaenses e boa parte defender novas eleições, houve um aumento significativo no percentual de entrevistados que dizem acreditar em uma melhora na economia brasileira nos próximos 12 meses. Em setembro de 2015, apenas 27,4% dos entrevistados acreditavam que a situação econômica do Brasil melhoria. Na pesquisa seguinte, realizada em março, o índice havia subido a 36,2% e, agora, chega a 53,9%. Automaticamente, o número de paranaenses que apostam em um cenário pior nos próximos meses caiu de 38,6% para 13,4% no mesmo período. Já outros 31,2% acreditam que a situação permanecerá igual.

Neste novo levantamento, a Paraná Pesquisas também questionou os entrevistados, pela primeira vez, sobre quem consideram ser o maior responsável pela atual crise na economia do país. Para 33,1%, o culpado é o governo Dilma. Outros 26,9% indicam o governo Lula, enquanto 17,1% colocam a culpa na operação Lava Jato. As três opções totalizaram 77,1% das opiniões, enquanto as demais se dividiram entre alternativas como o governo Fernando Henrique Cardoso (4,9%), o cenário internacional (3,5%), o governo Temer (1,3%) e a própria população (0,8%).

Governo estadual

O novo levantamento Fiep-Paraná Pesquisas voltou a medir também o nível de satisfação dos paranaenses com a administração do governador Beto Richa. O índice de entrevistados que aprovam sua gestão teve leve aumento em relação à pesquisa de março, subindo de 25,8% para 29,8%. Ainda assim, a grande maioria, com 66,2% das respostas, segue desaprovando o governo estadual – contra 70,9% da pesquisa anterior.

Além disso, os entrevistados novamente apontaram quais são as áreas mais problemáticas da gestão pública paranaense. Os setores de saúde (30,6%), segurança pública (16,4%) e educação (14,4%) seguem liderando a lista. A novidade é que o item desemprego aparece na quarta colocação, com 10% das respostas. Os paranaenses foram convidados também a atribuir notas de 0 a 10 para a atuação do governo estadual em 11 diferentes áreas. Somando-se as avaliações de todas essas áreas, a nota média do governo ficou em 4,5, superior à nota 4 recebida na pesquisa de março.

Metodologia

O universo da pesquisa abrange moradores do Estado do Paraná. Foi utilizada uma amostra de 2.538 pessoas, estratificada segundo sexo, faixa etária, nível de escolaridade e posição geográfica. O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas pessoais com habitantes maiores de 16 anos, em 92 municípios do Paraná, entre os dias 7 e 11 de agosto.

Segundo a Paraná Pesquisas, essa amostra representativa do Estado atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2% para os resultados gerais. O instituto está registrado no Conselho Regional de Estatística da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Região sob o nº 3122/16 e é filiado à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) desde 2003.