Redação com assessoria

A CPI dcatracao Transporte Coletivo de Curitiba apura que a manutenção das catracas eletrônicas foi superfaturada em R$ 0,02 por tarifa dando um prejuízo anual de cerca de R$ 6 milhões aos usuários. Essa é a conclusão a que chegou o vereador Jorge Bernardi (PDT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito. Nesta quinta-feira (12) o depoimento ficou por conta de Wanderlei Santos, diretor da Enterhelp, empresa que prestou serviços para o sistema de transporte coletivo e depois foi desbancada pela Dataprom, atual responsável pela bilhetagem eletrônica.

A Enterhelp prestou serviços de junho de 2011 a junho de 2012: o contrato era para até 2014 mas Santos tropeçou em algumas dificuldades para se manter no negócio por causa da manutenção do hardware. Consequência, a Enterhelp, que cobrava apenas R$ 240 mil pelo serviços teve que entregar os mesmos serviços à Dataprom, que cobra R$ 566 mil, onerando a tarifa de ônibus, pois o custo é repassado ao usuário.

A explicação foi dada durante o depoimento e reforçada por perguntas feitas pelos vereadores. Como a licitação amarrou o preço à chamada tarifa técnica, essa variação a menor só ocorreria em fevereiro, que é quando a Urbs poderia fazer as mudanças, explica Bernardi.

Ficou decidido que o próximo a ser ouvido será Alberto Abujamra, diretor da Dataprom na quarta-feira (18) às 18 horas. E na sequência quinta (19) e sexta-feira (20) Marcos Isfer (presidente) e Fernando Ghignone (presidente da licitação) estarão na mira das investigações, sendo intimados a depor sob juramento.