Da redação com CMC

A CPI do Transporte da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) vai ouvir o ex-presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Marcos Valente Isfer, na próxima semana. O presidente da Comissão de Licitação do órgão, Fernando Ghignone, também irá depor. A data dos depoimentos, agendados para os dias 19 e 20 de setembro, respectivamente, foi definida em reunião nesta terça-feira (10).

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(Foto: Divulgação – Anderson Tozato/CMC)

Os convocados devem prestar esclarecimentos sobre os indícios de fraude no edital da licitação do transporte coletivo levantados pela CPI desde o início das investigações. Segundo o presidente do colegiado, Jorge Bernardi (PDT), o colegiado vai ouvir todas as pessoas envolvidas. “Ainda temos 17 testemunhas”, completou Bernardi.

O presidente ainda afirmou que, após dois meses de investigações, a CPI do Transporte já conseguiu esclarecer pontos importantes relacionados ao lucro das empresas do transporte coletivo e ao recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS). “Precisamos agilizar os trabalhos para tentar dar uma resposta precisa à população. Agora será a vez de ouvir os envolvidos na licitação”, complementou Professora Josete (PT).

Próxima reunião

Na próxima quinta-feira (12), a CPI do Transporte Coletivo deve se reunir para registrar o depoimento dos representantes da Dataprom, Alberto Abujamra, e da Enterhelp, Wanderlei Lima. As testemunhas vão responder perguntas dos vereadores sobre o sistema de bilhetagem eletrônica – controle do pagamento de passagem por meio do cartão transporte.

Investigação prorrogada por 30 dias

O prazo para a conclusão dos trabalhos da CPI é de 90 dias. Se necessário, o prazo pode ser prorrogado. Nesta terça, o colegiado aprovou mais 30 dias para a conclusão das investigações. Os trabalhos começaram em 28 de junho – com a instalação da CPI – e deveriam ser encerrados em 28 de setembro.

Com o adiamento, os vereadores têm até 28 de outubro para concluir os trabalhos. Após o fim deste período, o relator Bruno Pessuti (PSC) tem 15 dias para entregar o relatório – prazo que pode ser prorrogado por mais 15 dias. “Acredito que conseguiremos concluir tudo, já que, com essa prorrogação, temos mais 45 dias de investigações. A não ser que surjam novas denúncias, esse tempo será suficiente para encerrar”, destacou o relator.