A Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa para investigar a relação de médicos e planos de saúde reuniu-se nesta terça-feira (19) para ouvir o presidente da Associação Médica do Paraná, João Carlos Gonçalves Baracho, o vice-presidente da Associação Médica Brasileira, José Fernando de Macedo, e o integrante do Comitê Profissional da AMP, Luiz Ernesto Pujol. Os três apontaram o desequilíbrio econômico-financeiro da relação entre esses profissionais e as operadoras de saúde complementar, a ineficácia da Agência Nacional de Saúde (ANS) como agente regulador e o papel de políticas equivocadas na crescente desumanização do atendimento de saúde no país.

Ao mesmo tempo, manifestaram a expectativa de que a discussão do tema através de uma CPI possa lançar novas luzes sobre o cenário cada vez mais crítico do setor, levando a uma reflexão mais profunda e indicando soluções que atendam aos segmentos envolvidos e garantam a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos à população. “A situação atual não pode mais perdurar”, alertou Baracho, lembrando que as operadoras se mostraram impermeáveis às tentativas de intermediação e de negociação realizadas até agora, gerando uma situação que desagrada não só aos médicos, mas principalmente aos usuários.