Por Denise Mello e Adilson Arantes*

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Gleisi criticou o pedido de reajuste da Copel

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez duras críticas ao governo do Paraná em entrevista ao vivo no Jornal da Banda B nesta quarta-feira (21), sobre o pedido de reajuste da tarifa de energia da Copel que pode chegar a 30%. De acordo com a senadora, não há justificativa para este aumento, previsto para entrar em vigor no dia 24 de junho. “Fiquei assustada quando soube essa semana que a Copel fez um pedido para aumentar em 30% a tarifa de energia. O próprio presidente da Copel reafirmou que vai pedir o aumento e isso não tem justificativa. O Paraná não quis aderir ao projeto da presidente Dilma para antecipar a renovação dos contratos de concessão e agora o governo apresenta este índice de reajuste? É um grande absurdo”, afirma Gleisi.

O reajuste da Copel deve ser um dos maiores concedidos neste ano entre as distribuidoras do país, de acordo com um levantamento feito pelo consultor Paulo Steele, da TR Soluções, divulgado na última segunda-feira (19) pelo Jornal Valor Econômico. Estima-se que os valores cobrados pela distribuidora, que atende quase 400 cidades e 10,2 milhões de habitantes, serão corrigidos em torno de 30% pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com o Valor Econômico, a Copel vai enviar, até sábado, sua solicitação de reajuste para a Aneel, ou um mês antes da entrada em vigor das novas tarifas. Em entrevista ao Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, o presidente da companhia, Lindolfo Zimmer, não adiantou qual será o aumento pedido, mas não descarta a possibilidade de que seja da ordem de 30%.

Contorno Sul

Gleisi também reforçou na entrevista que o governo federal vai incluir a obra de restauração e adequação da capacidade do Contorno Sul no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). O anúncio foi feito pela presidente Dilma Rousseff no último dia 9 e, segundo a senadora petista, a previsão é que as obras comecem em 2015. “A presidenta Dilma está fazendo um grande esforço para licitar esta obra até o final deste ano. O projeto deve ficar pronto em julho e, em seguida ocorrerá a licitação. As obras devem começar no ano que vem”, disse a senadora.

A obra resolverá problemas antigos causados pelas deficiências dessa via, que corta a área urbana de Curitiba, mesclando o trânsito rodoviário ao urbano e resultando em acidentes e saturação do tráfego. O Contorno Sul começa na BR-227, na altura do bairro Orleans, perto do posto da Polícia Rodoviária Federal, e estende-se em direção ao sul, até a BR-116, na altura do trevo da Ceasa.

O projeto prevê a construção de novas trincheiras e a adequação de outras que já existem (perto da Volvo, na Rua Eduardo Sprada e na Joao Bettega).

Alianças

Sobre política, Gleisi considerou importante os apoios formais à candidatura de Dilma Rousseff pelo PP e PTB, que fazem parte da base aliada. Segundo ela, mesmo com divisões regionais, a indicação do apoio nacional puxa o apoio nos estados. No Paraná, a pré-candidata ao governo pelo PT afirmou que trabalha por alianças. “Estamos conversando até porque as alianças fecham em junho. Vamos ter um encontro no final de maio para discutirmos o programa de governo e apolítica de alianças. Nosso esforço é reunirmos os partidos da base aliada e claro que gostaria de ter o PMDB conosco aqui no Paraná, mas respeito a autonomia do partido que já governou o Paraná várias vezes e, por isso, considero legítima a candidatura própria”, concluiu.

* com informações do Valor Econômico