A comunidade italiana no Brasil começa a escolher a partir do próximo dia 7 de fevereiro os deputados e senadores que poderão representá-los no país europeu. Curitiba tem dois candidatos, um para cada cargo, que enfrentarão as eleições da seção sul-americana, que elegerá dois senadores e quatro deputados ao parlamento do país. O advogado curitibano Walter Petruzziello é presidente do Conselho Geral dos Italianos no Exterior e concorre a uma cadeira no senado. Já a ex-vereadora da capital, Renata Bueno, concorre a uma cadeira na Câmara.

De acordo com Petruzziello, esta é a terceira vez que os italianos residentes no Brasil e os ítalo-brasileiros poderão escolher os seus representantes e que esta eleição serve para beneficiar a comunidade residente na América do Sul. “A Itália é o único país do mundo que possibilita a escolha de seus representantes fora do país e divide o parlamento em quatro circuncisões para que possa beneficiar todos os italianos espalhados no mundo”, disse.

Outro ponto citado pelo candidato como dificuldade na eleição é convencer os residentes na América do Sul irem votar, já que o voto não é obrigatório. “Pediria grande participação no voto. É muito importante que tenhamos um número de votantes que faça a Itália falar de nossa participação. Só assim o Brasil será ouvido nas suas reivindicações e na solução dos problemas locais”, comentou.

Segundo ele, ter um brasileiro como representante pode trazer diversos benefícios à comunidade e ele faz um apelo para que os cidadãos italianos no Brasil votem ao parlamento do país europeu. “No meu caso, por exemplo, eu conheço os problemas, como a estrutura consular e a questão de reconhecimento de cidadania, que é demorada, e posso ajudar muito a comunidade italiana no Brasil”, garantiu.

Já a ex-vereadora de Curitiba, Renata Bueno, afirma que se envolveu com a comunidade italiana desde o momento que fez uma especialização no país e ela espera tratar da insuficiência estrutura diplomática, que faz com que a esfera consular não consiga atender a todas as demandas. “A isso se soma a burocracia consular, a questão das pensões e aposentadorias, a diminuição de investimentos na difusão da cultura italiana, no que diz respeito ao idioma, a arte e a música, entre outros; e a desvalorização da comunidade descendente que vive fora da Itália. A Itália e o Brasil são países irmãos, temos que pensar e atuar fortemente com base nesses pilares que englobam a questão das universidades, da cultura, do turismo e da economia”, afirmou.

As cédulas para a votação serão entregues via sedex aos residentes italianos no Brasil e podem ser enviado pelo correio, de modo que chegue ao Consulado até às 16 hs de 21 de fevereiro. No Brasil, cerca de 350 mil pessoas estão aptas a votar.