Da Redação

(Foto: Divulgação)

O ex-senador Osmar Dias (PDT) é um dos paranaenses citados na lista do ministro Luiz Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A lista foi divulgada nesta terça-feira (11),  quando o ministro retirou o sigilo das delações envolvendo executivos da Odebrecht.

Sobre as acusações, o ex-senador afirmou que nunca recebeu doações de qualquer pessoa ligada à empresa. “Os recursos repassados pelo Diretório Nacional do PDT foram legalmente declarados e aprovados pelo TRE. Jamais autorizei, em toda a minha vida pública, pessoas a solicitar recursos em meu nome”, diz comunicado de Dias.

Ele ainda declarou que não conhece as razões e o teor da citação do nome dele no processo da Odebrecht. “O que me importa neste momento é que tudo seja esclarecido e que minha honra seja preservada”, finalizou.

O PDT informou que os recursos repassados a Osmar Dias, em 2010, são de exclusiva responsabilidade do Diretório Nacional do partido. “Nem Osmar Dias, nem a direção nacional do PDT  autorizaram intermediações de recursos com qualquer empresa que não fosse de forma oficial. É importante deixar claro que os repasses realizados foram oficiais, registrados e devidamente contabilizados conforme determina legislação eleitoral”, diz nota.

Outros citados

Além do ex-senador, também foram citados na lista o governador do estado Beto Richa (PSDB), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Abelardo Lupion e o marido de Gleisi, o ex-ministro Paulo Bernardo.

A assessoria de Richa disse que desconhece a menção do nome dele na lista e que o dinheiro de todas as campanhas tiveram origem declarada à Justiça Eleitoral.

Já a senadora Gleisi Hoffmann informou que só vai se pronunciar quando tiver informações sobre o processo. O marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, afirmou que não fez nenhum pedido ou entrou em contato com executivos da Odebrecht para tratar da inclusão de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O deputado Zeca Dirceu disse que as doações que recebeu são legais e declaradas e que não há provas que o liguem aos casos investigados na Lava Jato.