Por Felipe Ribeiro

Advogado e candidato pelo PSOL à Câmara de Vereadores, Renato Almeida Freitas Junior foi preso na tarde desta quinta-feira (25), no Centro de Curitiba. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, o candidato ouvia música alta em frente à Casa de Leitura da Rua do Rosário e teria desacatado guardas municipais após pedido para que baixasse o volume do som. O advogado nega que tenha desobedecido as ordens dos guardas e diz que foi espancado após autorizar buscas no carro dele.

vereadorpreso

Divulgação

Em nota, a Guarda informou que, “de acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, um funcionário da Casa de Leitura foi quem entrou em contato com a Guarda, relatando perturbação de sossego. Detido, ele foi encaminhado ao 3° Distrito Policial por desacato”.

Um pouco antes da prisão, o candidato chegou a fazer um post no Facebook relatando o caso. “Segundo o guarda municipal, estou ouvindo rap em frente a um prédio público”, disse.

Em nota, o PSOL alegou que Renato foi espancado pelos guardas. “Advogados, que já estão no local e aguardam a liberação, verificaram que Renato estava encarcerado ilegalmente, nu e havia sido agredido fisicamente”, afirma a nota do partido.

Também em nota, a prefeitura informou que qualquer informação adicional sobre o caso pode ser encaminhada à Ouvidoria da Guarda Municipal, que faz apuração rigorosa de toda denúncia registrada.

Nota de Repúdio

Na nota, o PSOL repudiou a prisão de Renato. “Nós do PSOL repudiamos quaisquer atos de criminalização da juventude negra e periférica de nossa cidade, que ocupa as ruas com sua arte. Acreditamos também que é vital a participação popular na Gestão da Guarda Municipal, com o objetivo de reagir firmemente contra a violência racista e institucional desta instituição. Precisamos construir uma polícia comunitária, que trabalhe em estreita parceria com os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) dos bairros”, diz nota postada no Facebook.