Da CMC

A Câmara Municipal aprovou por unanimidade, na sessão desta quarta-feira (21), projeto do vereador Colpani (PSB) que pretende desafogar o trânsito de Curitiba nos horários de pico. A proposta de lei proíbe, das 8h às 9h e entre 17h e 19h, o bloqueio de vias públicas por obras civis e arquitetônicas ou atividades de carga e descarga. Antes de seguir para a sanção ou veto do prefeito Gustavo Fruet, a matéria será votada pelo plenário em segundo turno, na próxima semana.

colpani

Foto: Anderson Tozato/CMC

Válida de segunda a sexta-feira (exceto feriados), a restrição é prevista às vias do Centro e seus bairros periféricos. No restante da cidade, vale para as vias expressas. O projeto não contempla os bloqueios realizados por veículos de atividades consideradas essenciais e de emergência, como ambulâncias, viaturas policiais, Corpo de Bombeiros, serviço funerário, Correios, coleta de lixo, entrega de gás, imprensa e transporte de valores (a relação completa está no artigo 2º).

Colpani não descarta, futuramente, que os vereadores ampliem a proibição, a exemplo do horário de almoço. “As interrupções de vias levam à lentidão desnecessária, ao famoso afunilamento. A medida não eliminará os congestionamentos, mas vai contribuir para melhorar a fluidez e evitar um colapso”, defendeu o autor. “Segundo dados do Detran, Curitiba é a cidade com mais veículos por habitante. O projeto não traz custos ao município e ainda vai contribuir com a mobilidade urbana”, completou. (Com sonora)

A votação havia sido adiada, no último dia 6, a pedido da secretária municipal de Trânsito, Luiza Simonelli. Após o debate com a pasta, foi apresentada uma emenda ao texto, que prevê sua regulamentação pelo “órgão competente da administração pública”. A norma entraria em vigor com a publicação no Diário Oficial do Município.

A mobilidade urbana foi o principal tema apontado na discussão do projeto. Para o presidente da Comissão de Urbanismo e Obras Públicas, o arquiteto Jonny Stica (PT), as obras são um dos desafios ao tráfego urbano. Ele também apoiou a realização de campanhas educativas sobre a restrição. Já Rogério Campos (PSC) afirmou que a proposta “também vem ao encontro dos trabalhadores do transporte coletivo, que sofrem diariamente com o caos nos horários de pico”.