Da Redação

Três dias após a Guarda Municipal se posicionar contrariamente ao projeto que cria o cargo de agente de trânsito, Câmara de Curitiba decidiu adiar pata nesta terça-feira (1º) a votação. De iniciativa do Executivo, a ideia da Prefeitura é separar as atribuições e atende a uma determinação do Tribunal de Justiça do Paraná para que sejam corrigidas irregularidades no atual quadro de agentes. Hoje, o exercício da função de agente de trânsito é realizada por servidores da Urbs cedidos à Secretaria Municipal de Trânsito (Setran).

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Foto: Câmara de Curitiba

De acordo com a assessoria da Câmara, o plenário acatou o requerimento do líder do prefeito, Pedro Paulo (PT), para adiar o debate por uma sessão. Segundo o vereador, a discussão será aprofundada em reunião de líderes nesta segunda (30) na presidência da Casa. “Estamos dialogando. Ainda há pontos a serem esclarecidos”, disse Pedro Paulo.

Os vereadores reuniram-se, nesta manhã, com representantes do Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc) e de profissionais cedidos à Setran para a fiscalização do trânsito da capital.

A Guarda alega eles já exercem essa função desde a extinção da Diretoria de Trânsito (Diretran), que pertencia à Urbs. De acordo com o supervisor Aparecido, a corporação é contra a criação desses cargos por se tratar de mais um órgão que irá retirar recursos públicos do município, enquanto eles que já cumprem essa função poderiam receber um efetivo maior. “Para nós essa é uma questão muito mais política, de um projeto feito na surdina que acreditamos ser muito mais para a criação de novos diretores e gestores, que pelo agente de trânsito”, comentou.

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