Da Redação

(Foto: Arquivo/Cesar Brustolin – SMCS)

O ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT) afirmou que a gestão de Rafael Greca (PMN) está criando justificativas para não cumprir as promessas de campanha. A declaração foi feita após coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (30), onde a atual administração apresentou uma dívida de R$ 1,27 bilhão que teria sido deixada por Fruet.

Ao longo do processo eleitoral, enquanto muitos prometiam terreno na lua, sempre mantive a responsabilidade em relação ao momento econômico do país, que impõe sérias restrições às administrações municipais. Essa responsabilidade contribuiu para nossa derrota nas eleições. Mas sigo em paz por ter trabalhado sempre com a verdade”, diz nota enviada pela assessoria do ex-prefeito.

Ele declarou, ainda, que deixou a prefeitura com dívida semelhante a que assumiu, corrigida pela inflação. “Se não tivéssemos herdado um passivo superior a meio bilhão de reais, teríamos entregado sem dívidas. E não misturamos, com clara má-fé, dívida flutuante, fundada e não empenhada como apresentada na coletiva desta tarde”.

Fruet disse que, quando assumiu em 2012, tirou a prefeitura de um déficit primário de R$ 40 milhões para um superávit primário superior a R$ 400 milhões. “Não é por acaso que todas essas ‘denúncias’ [mencionadas na coletiva] surgem às vésperas do provável aumento da tarifa de ônibus. Esse filme a cidade já conhece”, completou a nota.

Durante a entrevista realizada nesta segunda, com a dívida que teria sido deixada pelo ex-prefeito, é preciso que o curitibano entenda possíveis ‘medidas amargas’ a serem tomadas pela administração municipal.

Ducci rebate

Em nota enviada na terça-feira (31), o ex-prefeito Luciano Ducci rebateu Fruet. Leia na íntegra:

Em razão de acusações sem fundamento apresentadas pelo ex-prefeito Gustavo Fruet, venho a público restabelecer a verdade. Há uma série de contradições nas afirmações do ex-prefeito para justificar o rombo inicial de 1,2 bilhão que ele deixou na prefeitura de Curitiba. Esclareço, de uma vez por todas, que quando saí da Prefeitura de Curitiba, deixei em Caixa 416 milhões, número sempre omitido pela gestão passada, mas que possibilitou à Câmara Municipal a abertura de crédito especial por superávit, ou seja, dinheiro que Fruet usou para pagar as próprias despesas em 2013. Um exemplo claro são as despesas financiadas pelo SUS que foram realizadas ao final de 2012 e cujos recursos para pagamentos repassados pelo governo federal aconteceram somente em 2013. Mas ele preferiu usar esse dinheiro para pagar as próprias despesas de 2013 e converter um processo com fluxo normal de pagamentos em uma situação de novação para ficar arrastando uma suposta dívida em parcelas por quatro anos.

Na história da administração de Curitiba, um prefeito sempre deixou para seu sucessor um montante a pagar, mas não um numero triplicado em 4 vezes sem ter feito nenhuma obra. A própria irmã do Prefeito,Eleonora Fruet, quando foi secretária municipal da Educação na gestão Beto Richa e na minha gestão, deixou R$ 70 milhões a pagar.

É preciso perguntar ao prefeito Gustavo Fruet o que ele fez com o dinheiro da cidade. Na minha gestão, o orçamento era de R$ 5,6 bilhões e fiz mais de 7.500 obras, em todos os bairros da cidade. Fruet, com um orçamento de R$ 8,4 bilhões, R$ 3 bilhões a mais do que eu tive, entregou uma Curitiba abandonada e um sistema de saúde falido, à exceção de faixas pintadas nas ruas esburacadas.“, diz Ducci

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