Da Redação com Itaipu

O ex-deputado federal e diretor administrativo da Itaipu Binacional, Edésio Passos, morreu na manhã desta terça-feira (8), aos 77 anos de idade, vítima de ataque cardíaco, em Florianópolis (SC). Passos, que começou sua carreira na Itaipu como conselheiro, exercia a atual função desde 2005. Foi um dos mais importantes advogados trabalhistas do Brasil.

edesiopassos

Foto: Divulgação Itaipu

Passos nasceu em Tomazina, no interior do Paraná, em abril de 1939. Ingressou na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1957, mas, antes de se formar em Direito, atuou como jornalista na capital paranaense.

Biografia publicada no site da FGV relata que Edésio ajudou na consolidação do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, fazendo parte da diretoria eleita em 1961 – no mesmo ano em que concluiu o curso de Direito.

Com a queda do governo João Goulart, em 1964, passou a atuar na resistência ao regime militar. Participou dos grupos Ação Popular (AP) e Ação Popular Marxista-Leninista. De 1971 a 1974, foi preso três vezes, torturado e perseguido. Em 1978, voltou a ser preso, desta vez acusado de promover atividades políticas na Escola Oficina, de Curitiba.

Um ano depois, Edésio Passos fundou a Associação dos Advogados Trabalhistas do Brasil. No ano seguinte, ajudou na fundação do PT e foi secretário-geral do partido no Paraná até 1982. No mesmo ano, foi o primeiro candidato a governador do partido no Estado.

Também disputou a prefeitura de Curitiba, em 1985, e uma vaga na Câmara dos Deputados, em 1986. Prestou assessoria jurídica a federações e sindicatos de trabalhadores. Foi ainda assessor técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Em 1988, foi o fundador e presidente do Sindicato dos Advogados do Paraná, atuando ainda como advogado de entidades sindicais do Paraná e de Santa Catarina e como assessor jurídico da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Dois anos depois, em 1990, foi eleito deputado federal e integrou na Câmara a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. Participou de debates importantes em Brasília, atuando como vice-líder da bancada do partido em 1993 e representante na Comissão Parlamentar do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Ele deixa a mulher, Cleoci, e quatro filhos: Ana Beatriz, André, Estevão e Valquíria. O velório será nesta quarta-feira (10), das 8h às 15h, na sala Esmeralda da Capela Vaticano, em Curitiba (Rua Desembargador Hugo Simas, 26 – Bairro São Francisco).