Redação

Se o prefeito de Curitiba (PDT) teve fortemente o apoio do PT para se eleger nas últimas eleições e se os dois principais nomes que o apoiaram foram os da então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e de seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, por que o prefeito de Curitiba praticamente não é visto no horário eleitoral petista ao governo do Paraná?

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Prefeito Gustavo Fruet

O questionamento foi feito ao vivo no Jornal da Banda B nesta terça-feira (9) pelo analista político, Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas. “A participação de Gustavo Fruet na campanha de Gleisi está muito tímida. Não consigo entender. Ele praticamente não aparece no horário eleitoral na televisão. Não sabemos se isso é uma estratégia para colocá-lo mais para frente ou se é uma opção mesmo. De qualquer forma, deixar de fora o prefeito de uma capital como Curitiba é no mínimo estranho, uma atitude equivocada da campanha de Gleisi”, afirmou Hidalgo.

O analista lembrou ainda que, caso a candidata do PSB, Marina Silva, seja eleita presidente da República, a pessoa mais próxima dela no Paraná será Fruet. “Na campanha pela Prefeitura de Curitiba em 2012, Marina Silva veio até aqui só para apoiar Fruet. Eles são amigos mesmo e, caso eleita, o prefeito seria a pessoa mais próxima dela aqui no Paraná. Resta saber qual será a postura de Fruet num eventual segundo turno já que tanto Marina quanto a presidente Dilma fazem parte da base aliada do prefeito”.

Pesquisa

Nesta terça-feira (9), ou amanhã (10) pela manhã, o Datafolha deve divulgar sua segunda rodada de pesquisas ao governo do Paraná. O levantamento prevê 1.248 entrevistas feitas ontem e hoje em 46 municípios. A margem de erro será de 3 pontos.

Para Hidalgo, essa pesquisa será um divisor de águas na campanha. “Essa pesquisa Datafolha será emblemática. Muitos contestam se Beto Richa está mesmo de fato subindo, se Gleisi estagnou ou não, se Requião tem possibilidade de crescer, o fato é que o que a pesquisa mostrar, vai fazer com que os principais candidatos revejam suas estratégias de campanha”, concluiu.