Por Felipe Ribeiro

Candidato pelo PRP à Prefeitura de Curitiba, Afonso Rangel foi o primeiro convidado do radialista Geovane Barreiro em série de entrevistas com os postulantes para o cargo municipal nas eleições de outubro. Entre os assuntos abordados nesta segunda-feira (5), Rangel falou sobre o projeto de levar internet gratuita para todos os bairros da cidade e defendeu a informatização para todas as áreas da cidade. Ele também fez duras críticas para aquilo que considera ‘político por profissão’.

Foto: Banda B

Foto: Banda B

Confira trechos da entrevista:

Tempo de TV

Questionado sobre o tempo de TV e as dificuldades de se apresentar com nove segundos no horário eleitoral, Rangel fez duras críticas ao que considera ‘político por profissão’ e admitiu que é um desafio enfrentar famílias já conhecidas no meio político do estado. “Entre os meus adversários, cinco são candidatos de famílias que mandam no Paraná há 50 anos e a reforma eleitoral deixou isso ainda mais difícil. As leis são feitas pelos políticos para os políticos. Ter nove segundos é uma desigualdade e um crime contra a democracia, uma vez que não permite outras pessoas a mostrarem suas ideias”, disse.

Modernização e informatização

Desde os primeiros dias de campanha, Rangel tem colocado a ideia de implantar o sistema wimax, que ofereceria acesso banda larga gratuito a distâncias típicas de até nove quilômetros. Questionado sobre o projeto, ele afirmou que a ideia possibilita a modernização da gestão em todas as áreas. “Não interessa onde a pessoa mora, ela precisa ter internet. A partir do momento que se tem esse acesso 24 horas, se tem inclusão digital. É educação, já que permite curso a distância, é saúde por meio de vários aplicativos. Quero colocar o que de mais moderno há no mundo, porque essa é a diferença entre ser gestor e político, eu sei quanto custa os melhores softwares do mundo”, comentou.

Saúde

Desafio recorrente nas campanhas eleitorais, Rangel disse ver também na modernização um caminho para se enfrentar filas e dificuldades da cidade. “No mundo de hoje você não pode pegar uma senha às 6 da manhã para ser atendido as 11 e realizar um procedimento depois de onze meses. Hora marcada no serviço público é respeito ao cidadão. Muito se diz que a demanda aumentou muito com a região metropolitana, mas fazemos parte de uma mesma aldeia. A gente não elege alguém para desculpa, elege para trazer respostas e ser honesto é obrigação, não virtude”.

Transporte Coletivo e mobilidade

Com duras críticas às vias calmas e ciclofaixas, o candidato sobre mobilidade e defendeu alternativas ao ônibus no transporte coletivo. “Primeiro que a via calma é um absurdo, não podemos unir bicicleta com a rua, é um desrespeito para o ciclista e para o motorista. Sobre o transporte coletivo, muito se fala que não houve desintegração, mas antes com um ônibus você chegava da região metropolitana ao Santa Quitéria, hoje é necessário três. Quem lucra é só o empresário e precisamos modernizar o modelo. Eu gosto do monotrilho, que é barato de fazer, mas é necessário boa vontade”.

Confira a entrevista completa no player abaixo: