Vigilância Sanitária fiscaliza mercados e açougues em Curitiba a procura de carne imprópria para consumo

Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento

Secretaria Municipal de Saúde iniciou fiscalizações em estabelecimentos a procura de carne imprópria para consumo. (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

 

A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (SMS) iniciou, na tarde desta segunda-feira (20), a fiscalização de supermercados, mercearias e açougues a procura de carnes impróprias para consumo. Os fiscais da Vigilância Sanitária devem atuar nos estabelecimentos que comercializam os produtos das empresas investigadas na operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na última sexta (17).

(Imagem ilustrativa – Jonas Oliveira/Arquivo AENoticias)

De acordo com a diretora do Departamento de Saúde Ambiental da SMS, Rosana Zappe, a inspeção desta semana é pontual, incentivada pelos escândalos noticiados a partir da ação da PF. “Nós vamos coletar amostras dos alimentos e enviá-las para análise, para verificar a qualidade dos produtos. Entre os itens que são foco da fiscalização estão a salsicha, o salsichão, linguiça, calabresa, salame e presunto”, explicou em entrevista à Banda B.

Segundo ela, apesar da iniciativa que mira a Operação Carne Fraca, a Vigilância Sanitária realiza inspeções de rotina que verificam fatores como a higiene do estabelecimento, o manejamento e rotulagem das mercadorias. “Sempre que nos deparamos com produtos impróprios, nós tomamos as medidas previstas em lei, para recolhê-los das prateleiras. Dependendo da gravidade do caso, os comerciantes podem ser multados”, completou a diretora.

Ela ainda afirmou que, apesar da situação trazida à tona pelas investigações, a população pode continuar a consumir carne. “Ninguém precisa deixar de comer esse produto. As pessoas devem prestar atenção ao fazer as compras e denunciar qualquer irregularidade por meio do telefone 156. Enquanto isso, nós vamos coletar as mercadorias, ao longo da semana, até encontrar os alimentos contaminados”, finalizou.

A Operação Carne Fraca, da PF, denunciou a venda de carne podre por empresários, que pagavam propina a auditores fiscais. Os alimentos chegaram até os alunos da rede pública de ensino por meio da merenda escolar, de acordo com as investigações.

 

 

 

 

 

 









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