Será que o acidente foi acidente? Exposição #partiuficarvivo da UFPR questiona o trânsito

Redação com UFPR

 

#PartiuficarVivo é o nome da exposição criada pelo Grupo de Pesquisa em Trânsito e Transportes Sustentável da UFPR , para marcar o Maio Amarelo, movimento mundial que busca levar a sociedade a adotar atitudes capazes de reduzir o número de mortos e feridos no trânsito. A mostra reuni painéis com fotografias de acidentes de trânsito e dados científicos e está inicialmente no saguão do prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade. Depois, deverá percorrer os demais campi da universidade em Curitiba.

A professora Alessandra Sant’Anna Bianchi, coordenadora do Programa de Pós Graduação em Psicologia da UFPR e integrante do Grupo de Pesquisa em Trânsito e Transporte Sustentável – explica que a mostra parte de um paralelo entre a morte trágica dos ocupantes do avião que levava para a Colômbia o time Chapecoense e o que vemos diariamente no trânsito das cidades brasileiras.

“A ideia é propor uma reflexão sobre o emprego do termo acidente. Se contabilizarmos o número de mortes no trânsito, é como se caísse um avião por dia no Brasil, e em geral essas mortes não são acidentes. O que vemos são, por exemplo, colisões decorrentes de impaciência, batidas decorrentes de imprudência, atropelamentos que resultam do desrespeito às regras do trânsito, ferimentos provocados por falta de cortesia”, afirma a professora.

Ela lembra que em 2010 o Brasil assinou na ONU o compromisso de diminuir pela metade, em dez anos, o número de acidentes de trânsito, mas em muitas cidades o número só aumenta. “Matamos 43 mil pessoas por ano no trânsito. Falta conscientização e punição. Precisamos nos mobilizar” diz Alessandra.

A exposição #PartiuficarVivo pretende atingir não apenas a comunidade acadêmica da UFPR, mas também o público externo, contribuindo para conscientizar a respeito das causas evitáveis de acidentes de trânsito.

Movimento Maio Amarelo

O Movimento Maio Amarelo começou em 2014, quando, por meio de uma ação coordenada entre poder público, sociedade civil e iniciativa privada, foram desenvolvidos vários tipos de ações que chamaram a atenção da sociedade para o alto índice de morte e feridos no trânsito em todo o mundo. Sem ligação com governos ou partidos políticos, o Movimento mostra que a atitude de cada um pode mudar o alto índice de acidentes de trânsito.

Estima-se que de 90% a 95% dos acidentes de trânsito poderiam ser evitados porque foram causados por algum tipo de imprudência. O Maio Amarelo segue a mesma linha do Outubro Rosa, que conscientiza sobre o câncer de mama, e do Novembro Azul, que aborda o câncer de próstata. O laço, símbolo dos dois movimentos, também passou a ser o do Maio Amarelo, mas na cor amarela, que representa a cor de advertência no trânsito.

Acesse aqui ao link da exposição.







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