Justiça manda professores de Colombo voltarem ao trabalho, mas greve continua

Por Denise Mello e Bruno Henrique

 

O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu nesta terça-feira (1º) que a greve deflagrada pela Associação dos Professores Municipais de Colombo é ilegítima e determinou o retorno imediato dos professores ao trabalho, sob pena de multa. Porém, nesta manhã o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de Colombo (APMC Sindicato), Claudinei Duarte de Lima, garantiu, em entrevista à Banda B, que a greve continua, mesmo com a decisão da Justiça. “Não fomos notificados e mesmo que sejamos, a greve continua. Isso já foi decidido em assembleia. A greve é por tempo indeterminado até que a prefeita Beti Pavin nos receba para negociar”, afirmou Lima. A greve dos professores de Colombo começou no dia 23 de setembro.

Em comunicado distribuído à imprensa na noite desta terça, a prefeitura do município da região metropolitana de Curitiba orientou os pais a mandarem seus filhos para a aula na manhã desta quarta-feira (2). Porém, nenhuma escola procurada pela Banda B retomou as aulas hoje. “Eles têm tempo para preparem comunicado para pedir aos pais que mandem os filhos para a escola e não têm tempo de receber a categoria. Isso é pressão e não vamos admitir”, disse o presidente da APMC.

Em nota, a prefeitura afirmou que, apesar da greve, continua aberta ao diálogo. “Embora a declaração da ilegalidade da Greve, a Administração Municipal reitera os compromissos já anunciados às categorias dos professores e educadores em atendimento às reivindicações apresentadas. Reafirma aos profissionais e à sociedade que se mantém aberta ao diálogo e no cumprimento do que está acordado. Quer seja: Aumento da hora atividade para 25%; reajuste de até 12% para os professores e até 19% para os educadores em 2014, além da continuidade da revisão já em andamento do Plano de Cargos e Carreira”, diz a nota.

Os professores municipais de Colombo pedem a reposição de perdas salariais históricas, auxílio alimentação e transporte em dinheiro e revisão do PCCV (Plano de Cargos Carreira e Vencimentos). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APMC Sindicato), mais de 80% dos educadores aderiram à paralisação, que deixou todos os alunos da cidade sem aulas.

Para esta quarta-feira, está programada uma nova caminhada dos professores em protesto e há a expectativa de uma audiência na prefeitura às 16 horas.

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