Ônibus circulam e greve geral tem baixa adesão em Curitiba; bancos só fecharam no Centro e até o meio-dia

Redação

Onibus circulam normalmente nesta manhã em Curitiba e Região – Foto: Banda B

Além de contar com a participação de menos categorias, a greve geral desta sexta-feira (30) começou com bem menos força que a do dia 28 de abril. Em Curitiba e região metropolitana, os ônibus circulam normalmente confirmando a decisão de motoristas e cobradores de trabalharem de forma integral, ao contrário do que ocorreu nos protestos de março e abril. A categoria apenas vai realizar um ato de repúdio às reforma do governo Temer no meio do dia, mas sem prejuízo ao deslocamento dos passageiros.
 Várias categorias não aderiram ao movimento na capital paranaense. Os colégios estaduais está funcionando. Funcionários de limpeza e conservação de Curitiba trabalham normalmente. Grandes hospitais como Clínicas e Evangélico também atendem nesta sexta.

Protesto dos metalúrgicos nesta sexta – Foto: Centrais sindicais

Há manifestações de metalúrgicos em empresas como Volvo, CNH, Renault e WHB. Não há greve, mas estão programadas manifestações ao longo do dia com protestos.

O maior protesto está programado na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, ao meio-dia, com a participação de vários sindicatos.

No início da manhã, a concessionária Autopista Litoral Sul informava que a pista da BR 101/SC no sentido Curitiba estava totalmente interditada no quilômetro 111 em razão de protestos de movimentos sociais.
Os serviços municipais como educação e saúde funcionam normalmente.  Na Educação, em Curitiba, as 391 unidades (escolas e CMEIs) funcionam nesta sexta-feira, informou a prefeitura.

Agências do Centro de Curitiba ficam fechadas até o meio-dia – Foto: Banda B

A greve dos bancários se concentra apenas nas agência da região central de Curitiba, com o fechamento de cerca de 50 agências, segundo o Sindicato dos Bancários. Também alguns centros administrativos ficaram fechados. Mas a paralisação aconteceu apenas até o meio-dia. Na parte da tarde, todas as agências e centros voltaram a abrir, segundo informou o presidente do sindicato, Elias Jordão. Segundo ele,  nas agências dos bairros e das cidades da região metropolitana o atendimento foi normal.

Protesto bloqueou a Rodovia do Xisto, em Araucária – Foto: PRF

Um protesto de sindicalistas bloqueou totalmente a Rodovia do Xisto, BR-476, nas imediações da refinaria da Petrobras, em Araucária, durante parte da manhã. Por volta das 10 horas, uma das faixas estava liberada em cada uma das pistas. Meia hora depois, a rodovia foi totalmente liberada, segundo a Polícia Rodoviária Federal. O congestionamento no local chegou a quatro quilômetros em cada sentido.
Quando a greve geral foi anunciada pelas centrais sindicais para o dia 30 de junho, a ideia era realizar um movimento maior que o de abril. Neste dia, cerca de 40 milhões de pessoas deixaram de trabalhar principalmente em razão da falta de transporte. Mas a indicação de que o governo Temer pode apresentar uma Medida Provisória permitindo a cobrança de contribuição assistencial de trabalhadores não sindicalizados, como contrapartida ao fim do imposto sindical, acabou desmobilizando os sindicalistas e enfraquecendo a greve de hoje.

Nacional

Os protestos estão centralizados nas principais cidades do país, como para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Há protestos também em Belo Horizonte e Porto Alegre, mas na maioria das capitais há transporte.

A Força Sindical vai reunir trabalhadores às 11 horas em frente à Superintendência Regional do Trabalho, na Rua Martins Fontes, no centro de São Paulo. “É natural que a mobilização seja menor agora que a reforma trabalhista está no centro da discussão. A reforma da Previdência atinge muito mais pessoas, só metade da população economicamente ativa do País está na CLT”, diz João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força.

Segundo ele, depois de duas grandes mobilizações – a greve geral de 28 de abril e a marcha em Brasília, em 24 de maio -, as principais categorias estão sendo pressionadas pelo Ministério Público, com possibilidade de multa, a não fazerem greve.

Nesta quinta-feira, 29, a 12.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo estabeleceu multa diária de R$ 1 milhão para cada sindicato casos os trabalhadores de empresas de transportes coletivos da capital fizessem paralisação total ou parcial.

A CUT programou um ato na frente do Masp, na Avenida Paulista, às 16 horas, de onde os manifestantes devem seguir até a prefeitura – na pauta dos protestos também estão as privatizações anunciadas pelo prefeito João Doria. O presidente da CUT no Estado, Douglas Izzo, diz que serão 20 grandes atos na capital e no interior. Segundo ele, como estratégia para esvaziar o movimento dos sindicatos, o governo tem mobilizado a Justiça contra as paralisações.

Filiados à União Geral dos Trabalhadores (UGT), os motoristas de ônibus da capital devem trabalhar normalmente, assim como os ferroviários. A UGT programou atos em diferentes pontos do centro e, ao meio dia, vai se juntar ao movimento na frente da Superintendência Regional do Trabalho.

O presidente da entidade, Ricardo Patah, acredita que quando a reforma previdenciária voltar a ser discutida no Congresso haverá adesão maior dos trabalhadores ao movimento grevista. “Não houve uma sensibilização das categorias sobre a reforma trabalhista. Mobilizamos os sindicatos, mas sem conotação de greve.”

O sindicato dos aeroviários fará manifestação no Aeroporto de Congonhas, entre 8h30 e 10h. Indicativo da baixa adesão, os metalúrgicos do ABC não programaram paralisação. Está previsto um ato, às 9h, na frente da sede do sindicato, em São Bernardo, e, na hora, os trabalhadores vão decidir se farão uma caminhada ou se voltam ao trabalho.

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