Empresas oferecem 3,8% e motoristas e cobradores rejeitam: “Isso nem pode ser chamado de proposta”

Por Marina Sequinel

(Foto: Luiz Costa/SMCS)

 

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores da Grande Curitiba (Sindimoc) rejeitou, nesta quinta-feira (16), a proposta de 3,81% de reajuste salarial oferecida pelas empresas do transporte coletivo. Em contrapartida, os trabalhadores pedem 15% de aumento no salário e benefícios da categoria.

Presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, criticou proposta oferecida pelas empresas. (Foto: Divulgação)

“Essa oferta é um desaforo, isso nem pode ser chamado de proposta. Ela não faz jus ao nosso trabalho e à valorização dos profissionais. Já marcamos uma nova audiência na semana que vem para tentar chegar a um acordo”, disse o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, após reunião na Superintendência do Trabalho.

A próxima rodada de negociação deve acontecer na quarta-feira que vem, dia 22. Enquanto isso, o Sindicato pede para que a classe patronal amplie por mais 30 dias a garantia de data-base para 1º de de fevereiro. “A situação está lenta, nós temos muito pelo o que lutar ainda, e precisamos assegurar que o valor seja pago de forma retroativa”, completou Teixeira.

Ainda não há prazo para a finalização das negociações entre os trabalhadores e as empresas do transporte coletivo.

Outro lado

Em nota, o Sindicato das Empresas (Setransp) informou que o valor da hora trabalhada dos motoristas do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, de R$ 12,23, é o segundo mais alto entre as capitais brasileiras, atrás somente de Brasília (R$ 12,96). Confira a nota:

O valor da hora trabalhada dos motoristas do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, de R$ 12,23, é o segundo mais alto entre as capitais brasileiras, atrás somente de Brasília (R$ 12,96). Na capital paranaense, 54% da tarifa, se refere apenas ao pagamento de pessoal, que abrange 15 mil colaboradores.

“O salário impressiona por ficar acima dos valores recebidos em cidades com custo de vida mais elevado, como São Paulo (R$ 12,05, 3º posição) e Rio de Janeiro (R$ 11,15, 6ª posição)”, disse o diretor-executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César.

Além disso, desde o início do contrato, em 2010, a cesta básica dos motoristas e cobradores de ônibus aumentou 405%.

O salário de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana vem registrando altas bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De fevereiro de 2009 a janeiro de 2017, o INPC acumulou alta de 65,71%, enquanto o salário cresceu 86%. No mesmo período, a tarifa técnica apresentou alta de 66,6%.









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