Curitiba registra dois assassinatos em plena luz do dia e moradores optam pelo silêncio

Por Elizangela Jubanski, Juliano Cunha e Bruno Henrique

 

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Vítima levou três tiros nas costas. Foto: BH/Banda B

 

Dois bairros de Curitiba foram palcos de homicídios em plena luz do dia: Sítio Cercado e Tatuquara. Nos dois crimes a Polícia Civil teve dificuldades em levantar detalhes das vítimas por medo dos moradores. As duas vítimas têm envolvimento com drogas, segundo as investigações.

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Suspeita é acerto de contas. Foto: BH/Banda B

Por volta das 7 horas, na rua José Otavio Meira dos Anjos, no Sítio Cercado, moradores ouviram disparos de arma de fogo e acionaram a polícia. Luciano Pereira levou três tiros nas costas às margens da linha do trem. Ele morreu sentado em um tronco de árvore. Pereira é usuário de drogas e não tem passagens pela polícia. Testemunhas não relatam o que teriam visto às equipes de investigadores e também disseram não ter visto se o assassino fugiu a pé ou de carro.

Já às 13 horas, Samuel Pereira, 26 anos, também foi morto com vários disparos de arma de fogo na  rua Ângela Navarine Scott, atrás da Ceasa, no bairro Tatuquara, divisa com o bairro Umbará. A vítima tinha passagens pela polícia e, de acordo com o aspirante Moreira, o crime pode estar relacionado a um desacerto entre traficantes da região. Assim como no primeiro crime, moradores optaram pelo silêncio.

Os dois casos estão sendo investigadores pela Delegacia de Homicídios. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Curitiba.

Sexta

Wilson Alves da Cruz, de 21 anos, morreu depois de ser alvejado com aproximadamente 10 tiros na Rua Avestruz, Jardim Industrial em Araucária, região metropolitana de Curitiba. O crime aconteceu no final da noite desta sexta-feira a poucos metros da casa em que ele morava com a família.

Wilson estava morto ao lado da moto dele, e ninguém viu quem atirou contra ele. A maioria dos disparos atingiu o peito do rapaz, que morreu na hora. O soldado Jovano, do 17° Batalhão, disse que a família da vítima negou qualquer envolvimento dele com a criminalidade, mas um envelope que a vítima segurava nas mãos com uma substância misteriosa, possivelmente droga, intriga a polícia.

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