Ao vivo na Banda B padre explica como expulsa demônios

Jadson André – Banda B

O padre pergunta o nome do demônio para a pessoa que está totalmente perturbada. A pessoa responde e o padre retira a possessão do corpo de quem recebeu o espírito maligno. Um ritual dura cerca de uma hora. Em Curitiba, rituais assim já foram feitos inúmeras vezes pelo padre Jorge Morkis, 73 anos, um dos dois únicos padres exorcistas no Paraná autorizados pelo arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom Moacyr Vitti. 

O padre Morkis esteve no Programa Luiz Carlos Martins, na Banda B, na manhã desta quinta-feira (27), e explicou como o demônio age. Desde 2007, mais de cinco mil pessoas já foram exorcizadas por ele na Capital. Todas elas perturbadas, seja com depressão ou com sintomas de violência. Algumas com voz modificada e até cuspindo o tempo todo.

Uma fila de pessoas espera o padre todas as manhãs de segunda-feira, na entrada da livraria católica Nossa Senhora do Equilíbrio, na rua Emiliano Perneta, ao lado da Igreja de Santo Estanislau, no Centro de Curitiba, quando são distribuídas senhas para os atendimentos, que acontecem às segundas e sextas.

O início

O padre tornou-se exorcista em 2007, após o suicídio de um jovem que participava de encontros católicos da paróquia São Vicente de Paula. Sem entender os motivos que levaram o rapaz ao ato extremo, buscou respostas na literatura de colegas italianos. 

“Jesus praticou o exorcismo e Dele a Igreja recebeu o poder de também praticá-lo”, afirma o padre Jorge. Somente sacerdotes com a permissão do Bispo podem exercer a função de exorcista. Em Curitiba, existem mais dois padres autorizados por D. Vitti a dividir com Morkis a tarefa dos exorcismos.

“O padre João, da paróquia de São Rafael, na CIC, e o padre Alceu, da paróquia São Pedro e São Paulo, no bairro São João, me ajudam na missão”, destacou padre Morkis.

Seminário com o Papa

O religioso vicentino, morador do convento da congregação, no Alto São Francisco, conta que teve contato direto em seu tempo de seminário, na década de 1950, em Cracóvia, na Polônia, com Karol Wojtyla, que mais tarde se tornaria o Papa João Paulo II. “Relacionávamo-nos constantemente. Tenho fotos com Karol”, fala com orgulho o padre Jorge.

Em relação aos exorcismos, Morkis assegura que existem sinais visíveis da posse do “demônio” sobre as pessoas, bem claros para os que, como ele, já estão habituados com a prática. “A pessoa fica excepcionalmente forte e muito violenta. Em alguns casos acontecem casos de levitação. Esses sinais mostram que a pessoa está ligada com o maligno”, garante.

Adultos e crianças

De acordo com o padre Jorge, homens, mulheres e crianças estão sujeitos a ficarem “possuídos”. O exorcismo, segundo ele, é uma grande e poderosa oração, que dura em média uma hora, mas que em alguns casos, já duraram bem mais.

“Já tive um caso em que atendi a pessoa mais de 100 vezes, na casa dela, na igreja e em outros lugares. Foi uma batalha, o caso mais difícil até hoje, mas com a força de Deus, conseguimos livrar a pessoa desse mal”, disse o padre.

Os exorcismos são muito desgastantes e cansativos, muitas vezes necessita-se de ajuda de terceiros para segurar os “possuídos”, tal a força que, segundo o padre, não vem da pessoa, mas do maligno. Toda essa luta fez com que, no início de 2011, o padre Jorge sofresse um AVC (acidente vascular cerebral), que deixou sequelas no lado esquerdo do corpo.

Ao final da entrevista concedida ao radialista Luis Carlos Martins o padre Jorge Morkis abençoou a todos os ouvintes da Banda B e seus familiares.

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