Ataques à Síria – Reprodução redes sociais

A televisão estatal da Síria veiculou entrevistas com cerca de dez médicos, segundo os quais não havia evidências de gás venenoso na cidade de Douma. Ativistas da oposição e equipes de resgate afirmaram que houve um ataque químico no local em 7 de abril, realizado por forças do governo e que deixou mais de 40 mortos.

O suposto ataque químico motivou a retaliação com mísseis lançada por Estados Unidos, Reino Unido e França, na noite de sexta-feira (horário de Brasília), tendo como alvo o programa de armas químicas do governo sírio. O regime de Bashar al-Assad nega que tenha usado em qualquer oportunidade esse tipo de armamento.

Autoridades dos EUA e da França disseram ter evidências de que o governo sírio realizou o ataque químico, mas não se tornou públicas.

O programa da emissora estatal, veiculado no fim do domingo, foi divulgado na página do Facebook da emissora Al-Ikhbariya. Os entrevistados dizem que estavam em Douma em 7 de abril. Um médico disse que chegou a ouvir alguém gritar “químico”, mas que não viu pacientes com sintomas que poderiam remeter a esse tipo de ataque.

O governo sírio tomou o controle de Douma após o suposto ataque químico e que as forças rebeldes se entregassem. Desde então, o regime de Damasco enviou suas forças de segurança à cidade.

Otan defende ataques

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, defendeu nesta segunda-feira os ataques aéreos ocorridos na Síria. Segundo ele, a comunidade internacional teria de fazer valer a proibição do uso de armas químicas.

Stoltenberg falou em entrevista coletiva ao lado do ministro das Relações Exteriores da Turquia, após na noite de sexta-feira (hora de Brasília) os EUA, a França e o Reino Unido atingirem o território sírio.

Segundo o secretário-geral, a Rússia havia repetidas vezes impedido uma investigação independente da Organização das Nações Unidas sobre o suposto uso de armas químicas. Com isso, os aliados da Otan “não tiveram alternativa a não ser agir como agiram”. O regime sírio nega que tenha usado armas químicas.

Stoltenberg disse que a aliança ocidental “não pode silenciar onde armas químicas são usadas. “Há razão mais que suficiente para agir e não fazer nada iria erodir a proibição sobre armas químicas”, argumentou.

O chefe da Otan está na Turquia para reuniões com o presidente Recep Tayyip Erdogan e outras autoridades locais.

Fonte: Associated Press.