Por Luiz Henrique de Oliveira

Futebol, uma paixão nacional. Quem não gosta daquela pelada no fim de semana? Seja em uma partida amistosa ou torneio entre amigos, é hora de se divertir e fazer aquilo que era o sonho de infância. Agora já pensou ter que marcar o chefe? O engenheiro agrônomo Eduardo Ramires, de 33 anos, é apaixonado pela redonda. Joga de zagueiro e já precisou fazer uma individual no padrão.

“Jogo com meu atual chefe e com ex-chefes também. Minha postura é sempre a mesma, jogar com seriedade e respeito, independente de ser chefe ou não. Sou bem tranquilo, então sempre é uma experiência comum, já que é um momento de diversão”, disse Ramires

(Foto: EBC)

Mas tem ‘jogadores’ que se transformam quando a bola começa a rolar. O técnico de informática, Paulo Kowalski, disse que prefere evitar o confronto direto com o patrão. “Acho que pode ser muito complicado. Se você ás vezes dá uma entrada mais dura, como encarar o chefe na segunda? Eu prefiro evitar, porque quando entro em campo é para valer e sei que não vou me controlar”, afirmou.

Mas e ai, o que devo fazer? Como controlar as emoções? A coaching Adriana Ferrareto diz que, apesar de ser um momento de diversão, é inevitável deixar de lado a relação funcionário/patrão. “A pessoa precisa levar em conta que está sempre sendo observada. Não se deve achar que é somente uma diversão. Chutar a canela, provocar ou xingar pode afetar, porque as pessoas são muito emocionais. Vai para o jogo, mas com calma”, disse.

Para a coaching, se a pessoa acha que não vai se comportar e leva tudo muito a sério quando o assunto é futebol, o melhor é deixar o lazer de lado. “Se a pessoa se conhece, é melhor dizer que tem outro compromisso e não aceitar o convite. Ou então antes do jogo precisa se concentrar e focar que está ali apenas para se divertir. Tem gente que exagera e isso não é legal”, afirmou.

E se o patrão está no meu time, devo tocar a bola só para ele? Segundo Adriana, nem mesmo no futebol o pucha saquismo exagerado pega bem. “Ninguém aguenta gente assim. Ficar passando a bola só para o patrão, não vai pegar bem. É melhor, como já disse, nem ir jogar ”, concluiu.

Pois é atletas de fim de semana. Por maior que seja a paixão pelo futebol, lembre-se que ele não coloca comida na mesa. Portanto, siga as dicas e não passe dos limites na pelada com o chefe.

Esta reportagem será destaque no Programa Bom Dia Trabalhador deste domingo, que vai ao ar a partir das 6h na Rádio Banda B.