A cabeleireira Adriana de Almeida, de 39 anos, conhecida como “Viúva da Mega-Sena”, teve a prisão preventiva revogada e pode sair do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, nesta terça-feira, 20. A revogação da prisão foi pedida pelo advogado de Adriana, Jackson Costa Rodrigues, e atendida pelo juiz titular da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser – o mesmo que proferiu a decisão, na semana passada, que a sentenciou a 20 anos de reclusão.

(Foto: Reprodução)

Pela decisão, ela deverá usar tornozeleiras eletrônicas e não poderá ter contato com a família da vítima. Com o benefício, a cabeleireira deverá recorrer à condenação dos 20 anos de prisão em liberdade. Adriana responde pela morte do marido, o ex-lavrador Renné Senna, que ficou milionário ao ganhar o prêmio principal da loteria, em 2005.

Ela foi sentenciada por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa à vítima), depois de ter sido acusada pelo Ministério Público de ser a mandante da morte do marido. Os ex-seguranças de Renné, Anderson Silva de Souza e Ednei Gonçalves Pereira, foram condenados em julho de 2009 como executores do crime. Eles cumprem pena de 18 anos de prisão.

Na decisão em que determinou a prisão preventiva da cabeleireira, no último dia 15, Pilderwasser havia dito que não ela poderia recorrer da decisão em liberdade porque não havia sido localizada nas tentativas de intimação para o presente julgamento em mais de um endereço. Dias depois, o advogado de Adriana apresentou documentos que convenceram o juiz.

O julgamento de Adriana durou três dias. Ela confirmou que transferiu R$ 1,8 milhão da conta conjunta que mantinha com o marido dias depois da morte dele. Renné foi morto a tiros por dois encapuzados, em um bar, em Rio Bonito, cidade do Grande Rio, a 80 quilômetros da capital fluminense, em janeiro de 2007

Em 2011, Adriana foi julgada pelo Tribunal do Júri e absolvida. Mas o Ministério Público pediu a anulação do julgamento porque houve contato entre jurados, o que é proibido por lei. Além disso, os MP entendeu que os jurados não se ativeram às provas apresentadas.