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O jovem Murilo, morador em Brasília-DF, viajou para passar o final de semana com o irmão, estudante de Medicina na Universidade Federal de Santa Maria. Eles sobreviveram à tragédia que aconteceu na Boate Kiss, na madrugada deste domingo, quando 232 pessoas morreram em um incêndio. Em entrevista à Rádio Gaucha, o jovem falou sobre o que aconteceu.

“Por volta das 2h30 o vocalista da banda pegou um sinalizador e uma faísca pegou no teto e isto começou o incêndio. O fogo começou bem fraco e ele tentou apagar com um copo de água, mas não conseguiu. Em seguida, pegou um extintor que não saiu nada. Começou então um momento de pânico, mas por sorte eu e meu irmão já estávamos perto da saída”, descreveu.

Murilo contou que foi um dos primeiros a sair da boate. “Assim que abriu a porta estava lá fora, mas alguns dos amigos do meu irmão que eu conheci na noite de ontem mesmo não conseguiram se salvar. Foi a primeira vez que fui à boate e não me lembro de ter saída de emergência” falou.

O jovem relatou o desespero que tomou conta do lado de fora, enquanto centenas de pessoas morriam na boate. “Nós tentamos ligar para quem estava lá dentro, porque não tínhamos noção do que tinha acontecido. Meninas quebrando saltos, pessoal gritando por namorado (a) e se puxando pelo cabelo, um desespero total”, acrescentou.

Ele eximiu o Corpo de Bombeiros de qualquer culpa no caso. “Os Bombeiros chegaram rápido e não tiveram culpa nisto, assim como a Polícia Militar. Acho que a maior culpa foi dos seguranças que brecavam a passagem das pessoas”, concluiu.

Ouça a entrevista de Murilo no ícone de áudio acima.