Cerca de cem vigilantes estão reunidos na praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, desde as 7h30 desta segunda-feira (14) em protesto contra o não reajuste de 30%, referente ao adicional de periculosidade, sancionado pela presidente Dilma Rousseff. A categoria promete ficar 24 horas de braços cruzados. A expectativa é que o número de vigilantes no local aumente até ao meio dia. O atendimento bancário pode ser afetado pela falta de vigilantes nas agências.

Em entrevista à Banda B, o presidente do Sindicato dos Vigilantes, João Soares, convocou os vigilantes para a Praça Santos Andrade, onde acontece a concentração. “A Lei é para todos. Agora querem pagar o adicional de periculosidade apenas para os vigilantes que trabalham em bancos. O adicional deve ser pago a todos, afinal, onde têm vigilantes é porque tem o risco de assaltos e violência física. Venham todos para cá defendermos nossos direitos”, defende.

De acordo com o presidente, as empresas não estão dispostas a efetuar o reajuste e por isso, estariam pressionando a comissão regulamentadora. “O patronal está pressionando o Ministério do Trabalho para a criação de uma NR (norma regulamentadora) apenas para aqueles que trabalham em uma agência bancária ou andam armados”, alega Soares.

Às 17 horas a categoria se reúne na sede do sindicato para deflagrar a greve oficial marcada para o dia 1° de fevereiro.

Bancos

Com isso, o funcionamento das agências bancárias também pode ser afetado, já a lei federal determina há necessidade da presença de pelo menos dois vigilantes em uma única agência bancária. “Existe uma lei federal que determina que para abrir uma agência bancária devem ter pelo menos dois vigilantes”, explica o presidente do sindicato.