Sem acordo com as empresas, os vigilantes do Paraná decidiram paralisar as atividades durante 24 horas na próxima segunda-feira (14). A decisão foi tomada em assembléia extraordinária realizada na noite desta quinta-feira (10), em frente à Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. Com isso, o funcionamento das agências bancárias também pode ser afetado, já a lei federal determina há necessidade da presença de pelo menos dois vigilantes em uma única agência bancária.

A classe reivindica o pagamento de um reajuste de 30%, referente ao adicional de periculosidade, sancionada pela presidente Dilma Rousseff. O sindicato das empresas informou que não negociarão sobre o reajuste até que seja regulamentada.

De acordo com o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, a lei que deve ser cumprida imediatamente. Durante a assembléia os vigilantes informaram que caso a paralisação de 24 horas não ganhe efeito será deflagrada uma greve a partir do dia 1° de fevereiro, por tempo indeterminado.

“As empresas não estão cumprindo a Lei 12.740 que instituiu o adicional de periculosidade e também estão se negando em negociar a data-base da categoria. Existe uma lei federal que determina que para abrir uma agência bancária devem ter pelo menos dois vigilantes”, explica o presidente do sindicato João Soares em entrevista à Banda B.

Sem negociação

O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná informou por meio de nota à imprensa que o adicional só acontecerá após a efetiva regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego como previsto na mencionada Lei. Diante disso, conforme se contata, não há o que se falar em pagamentos de qualquer natureza, antes da regulamentação do Ministério do Trabalho e Emprego.