Os vigilantes do Paraná decidiram em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (23) que vão parar as atividades por tempo indeterminado a partir do dia 1º de fevereiro. Os trabalhadores reivindicam um adicional de periculosidade de 30% no salário, assegurado pela Lei Federal 12.740, sancionada no fim do ano passado, que ainda não é paga pelos patrões. No dia 31 deste mês, a categoria volta a se reunir na tentativa de agregar mais vigilantes à paralisação.

Em assembleia, no dia 11 de janeiro, a categoria aprovou o indicativo de greve para o início de fevereiro. Com a paralisação, as agências bancárias terão de interromper as atividades internas, já que segundo a Lei Federal 7.102 de 1983 nenhum banco pode funcionar sem segurança adequada.

“As empresas não estão cumprindo a Lei 12.740 que instituiu o adicional de periculosidade e também estão se negando em negociar a data-base da categoria. Existe uma lei federal que determina que para abrir uma agência bancária devem ter pelo menos dois vigilantes”, explica o presidente do sindicato João Soares em entrevista à Banda B na primeira paralisação da categoria.

Ainda, de acordo com os vigilantes, eles já recebem 15,5% do pagamento e mais o adicional de periculosidade. Então, para que a norma se já cumprida, as empresas ainda precisam fazer um incremento de 14,5%.