Da AEN-PR

A Vigilância Sanitária estadual determinou a apreensão e inutilização do lote de morangos do Sítio Tatão de Osni Baum, em Pinhalão, município localizado no Norte do Paraná. O lote com a data de embalagem da segunda-feira (5) e com validade no próximo sábado (10) teve resultados irregulares na análise realizada pelo Laboratório Central (Lacen-PR).

Morangos.Foto: Venilton Küchler/SESA

Foto: Venilton Küchler/SESA

As amostras analisadas foram coletadas no Box 117 (Raoni Peretti), na sede da Ceasa Londrina. Os testes apontaram a presença de clorotalonil, agrotóxico não autorizado para a cultura do morango. “Esse agrotóxico é proibido no processo de produção do morango e pode oferecer riscos à saúde da população”, explica o sanitarista, Alfredo Benatto.

Benatto orienta o consumidor que comprou o produto a suspender o consumo imediatamente. O comerciante que ainda tiver morangos desse lote deve recolhê-lo se inutilizá-los. Equipes da Vigilância Sanitária por todo o Estado foram alertadas e estão reforçando a fiscalização no comércio para verificar se a determinação está sendo cumprida.

O consumidor também deve ficar atento na hora da compra, pois, apesar da fiscalização intensificada, o produto ainda pode estar à venda. Quem encontrar o morando no mercado pode denunciar à Vigilância Sanitária estadual pela Ouvidoria Geral da Saúde no telefone 0800 644 4414.

ROTULAGEM – Para facilitar o monitoramento, a fiscalização e a rastreabilidade dos alimentos, a Secretaria da Saúde elaborou uma resolução que determina que todos os produtos de origem vegetal sejam identificados. Com o projeto, tornou-se obrigatória a colocação de rótulos em produtos hortifruti produzidos, embalados, distribuídos ou comercializados no Paraná.

“Quando um vegetal apresentava resíduos de agrotóxicos acima do permitido, a maior dificuldade era identificar a origem desse produto. Até a criação da resolução, os alimentos não tinham rótulos com informações como nome e endereço do produtor, o que passou a ser obrigatório desde julho de 2016 e facilitou o trabalho da Vigilância Sanitária”, diz Benatto.