A empresa que vencer a licitação para operar as nove unidades do programa Tudo Aqui Paraná, que vão funcionar na modalidade Parceria Público-Privada (PPP), terá que cumprir metas de desempenho para que seja remunerada pelos serviços prestados.

Entre as obrigações que o administrador do espaço terá estão: garantir o grau de satisfação do usuário; respeitar um tempo médio de espera para atendimento; alcançar um índice de qualidade dos serviços prestados; e disponibilizar uma estrutura física que ofereça conforto ao usuário.

O secretário do Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi, afirmou que cada unidade poderá abrigar até 152 tipos de serviços de 52 órgãos federais, estaduais e municipais. “A empresa vai trabalhar com metas estipuladas pelo Estado, que serão acompanhadas por uma auditoria independente respaldada em uma série de indicadores de qualidade e produtividade estipuladas por contrato”, explicou Taniguchi durante audiência pública realizada nesta terça-feira (07/05) na Assembleia Legislativa.

Na audiência, Taniguchi afirmou que a empresa estará sujeita a penalidade como a redução do valor da contraprestação caso não atenda as metas. “O não atendimento em 100% dos indicadores implicará em um desconto do valor da contraprestação devida, que pode variar em até 15% do valor total desta contraprestação”, disse.

O secretário pontuou que no ano passado foi feito um estudo que avaliou os processos de atendimento dos órgãos públicos que prestam serviço de atendimento direto ao cidadão. Além do formato do serviço, foi avaliado o tempo médio. Os dados registrados foram levantados a partir de entrevistas presenciais com representantes dos órgãos e entidades.

“Este levantamento gerou a demanda estimada para as centrais que serão implantadas pelo Programa Tudo Aqui Paraná, levando em conta as já existentes hoje no Estado”, disse Taniguchi.