Alvo de escândalos, o Hospital Evangélico faz a reabertura da Unidade de­­ Terapia Intensiva (UTI) geral nesta sexta-feira (8). A unidade foi fechada quatro dias depois da prisão da doutora Virgínia Soares de Souza, ex-chefe da UTI, investigada por facilitar a morte de paciente internados na UTI do Evangélico. O local será reaberto às 11 horas, de acordo com a assessoria do hospital, e será comandado pelo médico Hipólito Carraro Júnior. A equipe soma 15 médicos, 41 profissionais de enfermagem e outros quatro de apoio.

A Sociedade Beneficente Evangélica, que administra o hospital, informou por meio de nota que a Unidade passou por reformas, revitalizações e também mudança na equipe, conforme mencionado. Ao todo, o Evangélico tem outras três UTIs, que totalizam 50 leitos para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Habeas Corpus

O pedido de liberdade provisória da defesa da doutora Virgínia Soares de Souza, presa desde o dia 19 de fevereiro, foi adiado e a análise deve acontecer na semana que vem. De acordo com o advogado dela, Elias Mattar Assad, é necessário aguardar a manifestação da Procuradoria.

Outros três médicos: Edson Anselmo, Anderson de Freitas e Lais Groff, e uma enfermeira Maria Israela Bocato continuam presos. Somente a médica Krissia Wallbach está em liberdade mesmo indiciada. De acordo com o Ministério Público-PR, na segunda-feira (11) haverá a decisão se terá ou não denúncia contra a ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba.

Denúncias

A chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico de Curitiba foi presa na manhã do dia 19 suspeita de facilitar a morte de vários pacientes. A doutora Virginia Soares de Souza foi presa durante uma investigação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil do Paraná, em uma investigação sobre crimes contra a saúde pública de pacientes. Durante as investigações outros três médicos e uma enfermeira foram presos. Uma quarta doutora também está indiciada.