Por Elizangela Jubanski e Denise Melo

Muitos ouvintes ligaram para a Banda B nesta segunda-feira (1º) para saber se teriam prejuízo com a nova tarifa do transporte que passou a custar R$ 2,70 a partir de hoje. É que esses usuários abasteceram seus cartões transporte quando a tarifa ainda custava R$ 2,85. “Como fica agora? Vou ter prejuízo de R$ 0,15 em cada passagem?”, questionou o ouvinte Valdemar Siqueira, morador do bairro Tatuquara, em Curitiba.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba informou que os usuários do transporte coletivo que compraram as passagens antes da redução oficial, que aconteceu a zero hora de hoje, perderam os 15 centavos da redução da passagem. A Urbs também informou

O presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Júnior, em entrevista à Banda B, confirmou que algumas pessoas serão ressarcidas por problemas técnicos. “Houve problemas pontuais na manhã de hoje de abastecimento. Essas pessoas que compraram as passagens hoje, pela internet, custando R$ 2,85 serão ressarcidas porque compraram quando a passagem a R$ 1,70 já estava em vigor”, explicou o presidente. No entanto, aquelas pessoas que carregaram o cartão transporte antes do aumento oficial ou aqueles que têm passagens acumuladas perdem o valor do reajuste da tarifa.

A mesma medida acontece, de acordo com a prefeitura, quando a tarifa é reajustada para um valor acima. Ou seja, se o usuário do transporte coletivo compra passagens um dia antes do aumento oficial, ele paga o valor antigo, sem sofrer cobranças extras após o aumento.

Redução

Desde a zero hora de hoje, a passagem de ônibus passa de R$ 2,85 para R$ 2,70 em toda a Rede Integrada de Transporte (RIT), que inclui Curitiba e mais 13 municípios da região metropolitana. A nova tarifa representa uma redução de R$ 0,15, determinada pelo prefeito Gustavo Fruet, que também anunciou, na semana passada, uma série de medidas voltadas à transparência, melhorias e readequação da tarifa do transporte coletivo.

A decisão de baixar a tarifa, atendendo a uma demanda da sociedade, só foi possível em função de um esforço conjunto envolvendo diferentes áreas da administração municipal e a Câmara Municipal de Curitiba. Para fazer frente ao que representaria uma ampliação do déficit do sistema de transporte, o prefeito anunciou um subsídio de R$ 30 milhões até fevereiro do ano que vem.

As fontes deste subsídio serão a Câmara Municipal, que devolverá R$ 10 milhões do orçamento previsto para este ano; um corte de R$ 10 milhões em ações de comunicação relacionadas à Copa do Mundo  e um aumento previsto na arrecadação do ISS, com a intensificação de fiscalização, que passa a ter novos padrões de investigação. “É um esforço conjunto com a Câmara Municipal para que não seja necessário tirar recursos da saúde, da educação e de outras áreas de grande impacto social”, disse Fruet.

O prefeito lembrou, também, que Curitiba foi a primeira cidade do Paraná a reduzir o repasse de dinheiro para as empresas do transporte coletivo. Isso foi feito em 01 de junho, em função da desoneração do PIS/Cofins determinada pelo governo federal, o que reduziu a tarifa técnica de quase R$ 3,12 para R$ 2,99. Depois da redução da tarifa técnica no início do mês passado, a Prefeitura reduz agora a tarifa paga pelo cidadão, que passa a ser, em toda a Rede, de R$ 2,70. Aos domingos, a tarifa continua em R$ 1,50.

Rede Integrada

A Rede Integrada de Transporte atende Curitiba e 13 municípios da Região Metropolitana, com tarifa única. Isso significa que um cidadão pode sair de Contenda, passar por Araucária, Curitiba e Colombo para chegar a Bocaiúva do Sul, fazendo um percurso de quase 90 quilômetros pagando apenas uma tarifa que, a partir de segunda-feira será de R$ 2,70.

A RIT registra por dia, em média, 2,2 milhões de passageiros transportados – em torno de 450 mil no transporte metropolitana – com uma frota de 1.930 ônibus monitorados em tempo real no Centro de Controle Operacional da Urbs. O total de passageiros pagantes é, em média, de 1,1 milhão por dia – 210 mil no transporte metropolitano.