A Usina Hidrelétrica Mauá está entregando 38 veículos a comunidades indígenas atendidas pelo Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento. São caminhões, ônibus, motos e ambulância, entre outros veículos, para uso das comunidades. “São equipamentos importantes para atender às necessidades dessa população indígena no entorno da usina”, diz o governador Beto Richa, que inaugurou a hidrelétrica em dezembro último.

Em fevereiro, sete tratores foram entregues nas terras indígenas – São Jerônimo, Queimadas, Barão de Antonina, Ywy Porá, Laranjinha e Pinhalzinho. Agora, estão sendo entregues onze motos, oito camionetes, cinco caminhões, dois automóveis, uma van e uma ambulância. Nos próximos meses serão entregues mais três ônibus. Os veículos destinados à Terra Indígena Mococa serão repassados posteriormente, por solicitação da própria comunidade.

As motos são fundamentais para o programa de vigilância e gestão territorial, assim como os tratores para o programa de apoio às atividades rurais. A van permitirá o transporte de universitários indígenas e os ônibus servirão de apoio itinerante para a venda de artesanato. Os demais veículos serão usados, de maneira geral, em atividades relacionadas a todos os programas. “Os veículos serão usados no desenvolvimento dos oito programas sociais e ambientais que fazem parte do Projeto Básico Ambiental Indígena”, diz o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer.

O Projeto Básico Ambiental Indígena da Usina Hidrelétrica Mauá foi elaborado por especialistas e discutido com os índios, com órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal. “A definição dos programas foi feita após a realização de 34 oficinas nas quais os indígenas apresentaram suas necessidades e reivindicações”, diz Paulo Góes, antropólogo do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, responsável pela construção da usina.

O consórcio é formado pelas empresas Copel e Eletrosul. O desenvolvimento do programa é acompanhado por uma equipe de antropólogos e engenheiros agrônomos contratada pelo Consórcio.

“Após identificar, por meio de estudos antropológicos, que a usina teria influência sobre a dinâmica das terras indígenas, nos dedicamos a elaborar propostas de compensação que pudessem, de fato, melhorar as condições de vida dessa população”, afirma o coordenador do projeto no Consórcio Cruzeiro do Sul, Gilmar Schwanka. A íntegra do Projeto Básico Ambiental

Indígena está disponível para consulta no site www.usinamaua.com.br.

Construída entre Ortigueira e Telêmaco Borba, a Usina Mauá teve investimento de R$ 1,4 bilhão. Ele fica no rio Tibagi e tem potência instalada de 361 megawatts – suficiente para atender mais de 1 milhão de pessoas.