O presidente da URBS, Roberto Greório, deu uma declaração polêmica depois do governador Beto Richa anunciar o fim do subsídio do transporte coletivo a partir do dia 7 de maio. Gregório afirmou nesta terça-feira (5) aos veículos de imprensa presentes na Câmara Municipal de Vereadores que o sistema integrado de transporte coletivo entre Curitiba e região metropolitana, administrado pela URBS, pode até acabar.

“Os recursos estão próximos do término e vamos precisar trabalhar com outras alternativas sem o subsídio. Caso não tenhamos suporte legal é importante dizer que a URBS não poderá operar o transporte fora de Curitiba como é feito agora”, afirmou.

Sem subsídio

O transporte coletivo de Curitiba não terá mais o subsídio do Governo do Paraná. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (5) pelo governador Beto Richa, onde garantiu que o valor repassado à Prefeitura será mantido até maio, período de vigência do convênio efetuado com o ex-prefeito da cidade Luciano Ducci. O governador disse que o subsídio era apenas uma medida emergencial e que não se poderia torna-se permanente.

Hoje, a passagem custa R$ 2,60 aos usuários, no entanto o valor técnico (custo real) é de R$ 3,05. Esta diferença de R$ 0,45 é que é pago pelo Governo e caracteriza-se como subsídio. Em janeiro deste ano, Richa confirmou o repasse de R$ 23,8 milhões até o mês de maio e deixou claro que depois discutiria novos acordos.