Por Felipe Ribeiro

Acordo foi selado na sede da Urbs (Divulgação Sindimoc)

Após reunião entre as partes envolvidas, motoristas e cobradores de ônibus decidiram encerrar a greve da categoria, que havia completado oito dias nesta quarta-feira (22). Pela manhã, motoristas e cobradores já haviam aceitado a proposta sugerida pela desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Marlene Suguimatsu, e suspendido a paralisação por 24 horas. Para resolver problema, restava que empresas melhorassem R$ 45 no vale-alimentação, o que aconteceu na reunião desta quarta.

Com o acordo, a Urbanização de Curitiba (Urbs) e a Coordenação da Região Metropolitana (Comec) incluirão na planilha técnica que remunera as empresas a diferença de 6% para 15% no vale-alimentação dos trabalhadores. A proposta aceita prevê 6% de reajuste salarial, R$ 400 de abono e R$ 575 de cartão alimentação. Segundo a prefeitura, a medida não tem nenhum tipo de impacto no valor da passagem paga pelo passageiro.

Segundo o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, a negociação foi bastante cansativa e a categoria decidiu fazer um acordo com o mínimo aceitável. “Tendo em vista a possibilidade da decisão ir para julgamento, o que nada favorece as partes, decidimos aceitar a proposta da desembargadora e protocolar exatamente a mesma na Prefeitura e no Governo do Estado. Esperamos uma sensibilidade e fomos chamados para uma reunião, na qual o poder concedente aceitou aumentar o repasse e possibilitar o reajuste no vale-alimentação”, disse.

“Mesmo entendendo que a negociação salarial seja entre empregadores e empregados, como gestora do sistema de transporte da capital e por uma determinação do prefeito Rafael Greca para finalizar de uma vez a greve que afeta milhares de famílias, aceitamos alterar apenas essa projeção”, explicou o presidente da Urbs, José Antonio Andreguetto.

Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransp), esse acordo foi encaminhado para o TRT e a entidade aguarda a apreciação desse órgão.