MATEUS TEVE A PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA PELO JUIZADO ESPECIAL DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA/CRISTIANO BARBOSA

 

A investigação sobre as horas que antecederam a morte de Nathalia Deen, na última sexta-feira (12), mostram que o suspeito Mateus Gonçalves tentou falar com a ex-namorada durante a madrugada. Na análise do celular dos envolvidos, havia 36 ligações não atendidas feitas por Mateus para Nathalia. Além disso, havia mensagens com teor ameaçador.

(Foto: Reprodução)

O rapaz estava internado no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais depois de tentar tirar a própria vida no campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e recebeu alta nesta quarta-feira (11). Ele foi direto para a 13ª Subdivisão Policial (SDP) e prestou depoimento, onde disse não se lembrar de nada do que aconteceu no momento do crime. Depois disso, ele foi levado ao Fórum para passar pela audiência de custódia e a juíza Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral, do Juizado Especial de Violência Doméstica, decidiu manter a prisão preventiva dele.

Após a decisão judicial, Matues foi transferido para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, onde permanece em área restrita por causa dos cuidados necessários para sua saúde e também para preservar sua segurança. O inquérito policial deve ser concluído até sexta-feira (13) e o rapaz deve responder por feminicídio e por tentativa de homicídio, contra Carlos Alberto Deen, irmão de Nathalia, que sobreviveu ao ataque no dia do crime.

A delegada responsável pela investigação do caso, Ana Paula Cunha Carvalho, revelou que Nathalia recebeu 36 ligações de Mateus nas horas que antecederam o assassinato. Além disso, segundo a delegada, o teor das mensagens enviadas pelo Whatsapp não deixa dúvidas de que o autor do crime foi o ex-namorado da vítima. Sem retorno, ele mandou mensagens xingando Nathalia. Na sequência, ele ligou para Carlos, que já havia saído do bar, e perguntou se a ex-namorada já estava em casa. O jovem disse que não.

Mateus decidiu ir até o condomínio e, segundo a delegada Ana Paula, ficou cerca de cinco horas dentro do local antes de cometer o crime. Já no apartamento, por volta das 6 horas, Mateus tentou asfixiar Carlos, o feriu com três golpes de faca e esfaqueou Nathalia até a morte.

Em entrevista concedida ao Portal aRede, a delegada Ana Paula diz que, além de ameaçar a vítima, o acusado planejou o crime. “Ele (Mateus) teria, inclusive, permanecido, na noite do crime, por cerca de cinco horas dentro do condomínio, onde ele teve um tempo hábil para arquitetar o plano e teve, também, condições para ter desistido (do crime). Mas ele mas não o fez, acabou agredindo as vítimas de uma forma covarde, cruel, onde uma delas (Nathalia) acabou infelizmente vindo a óbito”, disse.

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