Redação com Estadão

Atentado em Londres deixou 4 mortos – Foto: RTP

Por mais que Londres pareça normal num primeiro momento, com os metrôs e ônibus cheios de trabalhadores indo para seus afazeres, a chegada à região onde estão localizados o Parlamento e a Abadia de Westminster, o centro do poder da Inglaterra, revela que o cenário mudou. O acesso está completamente fechado. Nem carros nem pedestres podem se aproximar do local onde ocorreu ontem o ataque terrorista que matou cinco pessoas e feriu cerca de 40.

Uma estação antes de Westminster, o autofalante do metrô avisa que a entrada e a saída estão proibidas. Na frente da Abadia, jornalistas locais e de vários países procuram o melhor ângulo para suas câmeras fotográficas e de televisão. Vários repórteres estão espalhados pelo chão com blocos de anotação e laptops. E eles não param de chegar.

O relógio do Big Ben, que fica no prédio do Parlamento, funciona normalmente, mas o som de suas badaladas é abafado pelo barulho de helicópteros da polícia e de canais de comunicação que não param de sobrevoar a região. O tráfego aéreo segue normalmente. É possível ver vários aviões já voando baixo na região central em função da proximidade dos vários aeroportos da cidade.

Algumas flores foram deixadas às vítimas a cerca de 30 metros da Abadia, no limite permitido de aproximação. Um papel também foi colocado no local com os dizeres: “Não estamos com medo. Nossos corações estão com vocês.” O jornal distribuído no metrô, assim como todas as publicações impressas do país, concederam hoje suas capas ao ataque. “Terror no coração do poder”, traz o folhetim gratuito a quem acessa o transporte público.

7 detenções

A polícia britânica deteve sete pessoas durante buscas em seis locais de Londres, Birmingham e outras partes do Reino Unido. Na tarde de ontem, um suposto terrorista atropelou pedestres na Ponte de Westminster antes de bater o carro perto das grades do Parlamento e esfaquear um policial.

Após informar inicialmente que quatro pessoas haviam morrido no ataque, a polícia britânica revisou hoje o número de mortos para três, incluindo o policial esfaqueado. Mais de 40 outras pessoas ficaram feridas, sete das quais encontram-se hospitalizadas em estado grave.

O agressor foi abatido a tiros no local do ataque.

O atentado de ontem foi o mais grave ocorrido no Reino Unido desde 2005, quando explosões coordenadas por extremistas islâmicos em ônibus e trens de metrô provocaram a morte de 52 pessoas.

Ninguém ou nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do ataque. Segundo Mark Rowley, vice-comissário da polícia metropolitana de Londres, autoridades britânicas acreditam que o “agressor agiu sozinho ontem e foi inspirado por terrorismo internacional”.