O projeto Entre Rios, do Departamento de Solos e Engenharia Agrícolas (Desolo) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), instituição do Governo do Estado, foi aprovado pelo programa Petrobras Ambiental e vai receber R$ 3,4 milhões para sua implantação. Coordenado pelos professores Carlos Hugo Rocha e Pedro Henrique Weirich Neto, o projeto está entre as 42 iniciativas aprovadas entre as propostas de todas as regiões brasileiras. No total, a Petrobras vai destinar R$ 102 milhões aos projetos.

Cinco projetos selecionados são da região Sul. O projeto da UEPG vai promover estratégias de desenvolvimento sustentável em propriedades de base familiar por meio da integração com 22 entidades parceiras. Ao longo do desenvolvimento do projeto, serão executadas ações de recuperação e conservação dos recursos naturais (água, solos, florestas e biodiversidade) na região da floresta com araucárias nas cabeceiras das bacias hidrográficas dos rios Tibagi, Iguaçu, Ivaí, Cinzas e Ribeira, por isso a denominação Entre Rios.

O propósito das atividades do projeto está na geração da renda e melhoria na qualidade de vida das famílias fundamentadas em sistemas agroecológicos de produção. Carlos Hugo explica que o projeto é essencialmente multidisciplinar e se fundamenta na integração das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Também observa que, com a aprovação desse novo projeto, pretende-se incorporar o conceito “transdisciplinar” ao integrar agricultores familiares e suas entidades representativas na execução dostrabalhosde pesquisa e extensão do departamento.

Para o professor Hugo, além de viabilizar ações tecnológicas de ensino e científicas, a aprovação do projeto significa o reconhecimento do trabalho realizado pela equipe do Laboratório de Mecanização Agrícola, responsável pelo projeto. Nos últimos anos, essa equipe aprovou cerca de 25 projetos de pesquisa e extensão que representam a conquista de mais de R$ 2,5 milhões.

O professor Pedro Weirich Neto assinala que a aprovação da Petrobras reforça a responsabilidade dos professores da área com a produção acadêmica voltada para a compreensão e transformação da realidade socioambiental das comunidades parceiras dos projetos do Lama. Vilmar Sergiki, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Palmeira e membro da Fetraf-Sul, demonstra expectativa com a aprovação do projeto. Como produtor rural, Sergiki considera que as ações do projeto vão contribuir significativamente para o desenvolvimento da agricultura familiar na região.