Da Redação

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deu um prazo de 30 dias para que a Universidade Federal do Paraná (UFPR) defina se o Hospital de Clínicas (HC) adere ou não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (20) em audiência entre representantes da universidade e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest). Caso a UFPR não chegue a uma decisão, está prevista uma multa de R$ 100 mil por mês até chegar a uma conclusão.

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Foto: Banda B

A Ebserh tem como finalidade a gestão da rede de hospitais universitários federais, mas ambos os lados da negociação ainda não consideram que esta seja a solução para a gestão do HC. Entretanto, o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho já deixou em aberto a possibilidade de adesão caso haja flexibilidade. Os servidores técnico-administrativos são contrários, porque acreditam que esta é uma forma de privatização.

Durante a audiência de hoje, as partes também concordaram com suspensão da execução da ação civil pública, que determinava a demissão dos 916 empregados contratados via Fundação da UFPR (Funpar). Porém, a suspensão ficou condicionada pelo TRT à apresentação pela UFPR, em 30 dias, a proposta de criação de cargos necessários no hospital.

Greve

Hoje, os funcionários da Funpar decidiram suspender a greve e retornar aos trabalhos na tarde. De acordo o Sinditest, a medida visa cumprir a determinação do TRT de ontem, que determinou pelo menos 50% dos 916 trabalhadores voltassem aos seus postos de trabalho.

A principal reivindicação da categoria é a garantia da cláusula de estabilidade no Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015 até que ocorra aposentadoria, que para eles deve ocorrer no máximo em dez anos. De acordo com o Sinditest, os trabalhadores também pedem reajuste salarial de 18,9% e aumento do vale-alimentação de 11,91%. Eles também pedem a extinção da ação judicial que determina demissão de todos os servidores contratados pela fundação até junho.