Depois da estreia nas Olimpíadas de Sidney, em 2000, o triathlon só cresceu. As provas se proliferaram, abrindo espaço para profissionais e amadores.

Por ser um esporte de três modalidades, principalmente quando o assunto é com os amadores, é comum o iniciante achar que pode tudo. Não é bem assim. Hoje são várias as assessorias esportivas que ajudam, principalmente neste começo de adaptação ao esporte. Nadar, pedalar e correr, uma modalidade depois da outra, precisa de algumas orientações que só os profissionais sabem como fazer. Dividir numa planilha de treinos, conforme as necessidade e realidade de cada atleta.

Completando mais de 12 anos como esporte profissional, o Triathlon também se moderniza e todos os dias novas informações aparecem para os treinamentos. Sai na frente quem sabe mais. Entre as vedetes dos cursos de aperfeiçoamento de treinadores, está o curso técnico de triathlon, nível 1, da Panamerican Triathlon Confederation (PATCO/ITU). Todos os anos, uma cidade é escolhida para sediar o encontro que coloca no mercado profissionais mais gabaritados que se habilitam com o curso.

Este ano, a cidade escolhida foi Paramaribo, capital do Suriname. O programa privilegia os países em condições financeiras inferiores aos dos países onde o esporte já é tradicional e forma atletas de ponta, como Estados Unidos, Inglaterra, Nova Zelândia e Austrália.

O curso teve custo zero aos participantes e Rogério Sheibe Filho, foi único representante brasileiro no curso deste ano. Além dele, técnicos de triathlon da Costa Rica, Trinida e Tobago, Aruba e Suriname. As atividades propostas foram desde treinamento a iniciantes até escolha de percursos de provas para planejamento de treinamento.

Um dos responsáveis pelo curso foi Rodrigo Milazzo, também responsável técnico da CBTRi – Confederação Brasileira de Triathlon.

Durante quatro dias (19 a 22 de fevereiro), MIlazzo expos de forma didática os problemas de cada país e em grupos as discussões apontavam soluções. No final, a organização promoveu uma prova entre os participantes, na distância standard.