Por Elizangela Jubanski

Os trabalhadores do transporte escolar de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, suspenderam as atividades nesta quarta-feira (14) alegando falta de pagamento. Eles são contratados da empresa Expresso Vale Real, que presta serviço terceirizado para a prefeitura da cidade. O prefeito Marcus Tesserolli, o Marquinhos, negou que o pagamento esteja em atraso e afirmou que, por lei, a administração tem até 30 dias para efetuar o pagamento referente ao mês vigente.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Paraná (Sitro), a empresa alega que não recebeu os vencimentos da prefeitura e, por isso, não consegue repassar aos trabalhadores. “Nós já estamos parados, já deflagramos a greve que tínhamos comunicado para a empresa. Eles estão dizendo que a prefeitura não pagou, mas o problema não é dos trabalhadores que passaram o feriado sem dinheiro. A empresa disse que quer negociar uma multa que eles têm que pagar em caso de atraso. Só queremos receber o que é de direito”, descreve Paulo Roberto, do Sitro, na manhã desta quarta-feira à Banda B.

Entretanto, a Prefeitura de Piraquara alega que não há atraso no repasse e a falta de pagamento acontece dentro da empresa. “Estamos com o pagamento com essa empresa rigorosamente em dia, nunca atrasamos o pagamento um dia sequer. O que nós temos aqui é uma nota enviada pela empresa no último dia 5 e que temos por lei 30 dias para fazer o pagamento. Todo mês é assim. É a mesma coisa que a conta de luz, que vence no dia 5/11, fosse cortada porque não pagaram. Estamos em dia e temos 30 dias para pagar. Estranha a alegação da empresa em dizer que a prefeitura não fez o pagamento”, descreveu.

A empresa Expresso Vila Real afirmou que vai se reunir com representantes da prefeitura para discutir o impasse.