Da Redação

Os cerca de três mil trabalhadores do polo da cerâmica, louça e porcelana de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, vão decidir na semana que vem se aceitam ou não o reajuste de 7% oferecido pelas empresas. Caso não haja acordo, eles devem entrar em greve logo após a assembleia. A proposta não agradou o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Cerâmica e Porcelana da cidade (Sinpolocal). A categoria exigiu, no mês passado, um aumento de 14% sobre os salários, além do reajuste do vale-alimentação.

Segundo o presidente do sindicato, Paulo Andrade, a possibilidade de paralisação é grande. “O trabalhador não pode aceitar tão pouco. As empresas não têm desculpas para não atender a proposta da categoria”, protestou ele. Mesmo sem acordo salarial, Paulo revelou que algumas empresas aceitaram o pedido de reajuste do vale alimentação.

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(Foto: Divulgação)

O sindicalista mostra preocupação com o setor. Para ele, os baixos salários e benefícios tem afastado o interesse do trabalhador por empregos no setor. “Há muitas vagas a serem preenchidas nas empresas. Tem indústria que apela até para carro de som em busca de pessoal, mas a remuneração não agrada” – argumenta Paulo. O piso do trabalhador do setor é de R$ 937,20. Com o reajuste proposto pela categoria, os salários passariam a R$ 1.068,40.

A Banda B entrou em contato com a classe patronal, que informou que o período de negociações ainda está em aberto e que as partes estão próximas de chegar a um acordo, sem a necessidade de paralisações.