Redação

Funcionários de hospitais privados e filantrópicos podem entrar em greve a partir da próxima quarta-feira (4). A decisão foi tomada em assembleia nesta quarta-feira (28). Devem cruzar os braços enfermeiros, técnicos, auxiliares e funcionários da limpeza. Eles rejeitaram a proposta feita pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar). Os empregadores oferecem 6,5% de reajuste salarial em maio e 1% em janeiro, enquanto que os trabalhadores querem 15% de uma só vez, incluindo no piso da categoria.

Além disso, há divergência também no vale-alimentação. As empresas oferecem 17% de reajuste e os funcionários querem 25% e ainda um reajuste de 15% de insalubridade e plano de saúde gratuito.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc), informa que haverá um percentual mínimo de 30% dos trabalhadores em atividade, como determina a lei. “ Precisamos melhorar os salários, os patrões estão enriquecendo às nossas custas, trabalhamos dobrado com salário de miséria, faltam profissionais, a categoria está adoecendo, exigimos respeito e salário digno”, informa o sindicato em seu site.

O presidente do Sindesc, Natanael Marchine, explicou quem vai parar. “Pessoal de copa, cozinha, lavanderia, limpeza, além de técnicos em enfermagem e enfermeiro”, contou. De acordo com ele, a classe patronal está irredutível, mas os trabalhadores também. “Toda Curitiba e região metropolitana serão afetadas. O Hospital Cajuru, em Curitiba, é um dos locais que vai ter gente parada, assim como o Evangélico”, explicou.

O Sindesc  responde por 20 mil funcionários de aproximadamente 50 hospitais e clínicas particulares de Curitiba e Região Metropolitana.