Redação com Estadão e G1/SP

Eloa foi morta em 2008 – Foto: reprodução

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou indenização do Estado para a família de Eloá Cristina Pimentel da Silva, morta a tiros aos 15 anos de idade em Santo Andre, em 2008, pelo ex-namorado Lindemberg Alves, após dias de negociação com policiais militares.

O advogado da família, Ademar Gomes, informou que vai recorrer da decisão do tribunal. A decisão foi da 11ª Câmara de Direito Público.

O caso

Segundo denúncia do Ministério Público (MP), Lindemberg Alves, movido por ciúmes porque Eloá não queria reatar o romance de três anos, invadiu armado o apartamento em que a estudante morava com os pais em Santo André no dia 13 de outubro de 2008.

Lindemberg foi condenado a 39 anos de prisão com a pena reduzida – Foto: reprodução

No local, ele manteve a jovem e outros três colegas de escola dela como reféns – Nayara, Iago e Victor Campos. Depois, os dois meninos foram libertados.

Após cem horas de cárcere privado, a polícia invadiu o apartamento. Durante a confusão, Lindemberg Alves atirou na cabeça de Eloá e na de Nayara. Eloá foi atingida por dois disparos e teve morte cerebral no dia 18 de outubro. Já Nayara foi baleada no rosto, mas sobreviveu.

Há dois anos, o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu para 39 anos e três meses a pena de Lindemberg Alves. Em fevereiro de 2012, Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de reclusão pelo assassinato da ex-namorada, e pelos outros 11 crimes cometidos durante o sequestro. O julgamento durou quatro dias, e ocorreu no Fórum de Santo André.