Redação

A decisão sobre o caso da copeira Rosária Miranda da Silva, baleada e morta pela policial Kátia das Graças Belo, terá nova audiência no dia 2 de maio. A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba ouviu testemunhas de acusação e defesa nesta quarta-feira (19), mas uma delas faltou e será ouvida na nova data, assim como a decisão que vai determinar o encaminhamento ou não do caso para o júri popular.

Crime aconteceu no dia 23 de dezembro. Foto: Reprodução

Em fevereiro, o Tribunal do Júri aceitou a denúncia que tornou a policial ré no processo. Na decisão, Kátia seguia em liberdade e trabalhando, normalmente. Na decisão, o juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar ainda negou o pedido de prisão preventiva feito pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acatando os argumentos apresentados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de que ela não representa perigo concreto à sociedade, já que tem residência física, apresentou-se à polícia e não possui antecedentes criminais.

O caso

Rosária participava de uma confraternização no último dia 23 de dezembro no Centro Cívico, em Curitiba, quando foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrido e ficou internada no hospital, mas não resistiu e morreu no dia 1º de janeiro. Na DHPP, Kátia disse que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.

A investigação da Polícia Civil aponta que Kátia fez mais de um disparo contra a festa em que a vítima estava. De acordo com a análise da Polícia Científica, uma das simulações mostra que a janela de Kátia é compatível com a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Rosária. A investigação encontrou ainda um vídeo de monitoramento de uma empresa vizinha, que apontaria que a investigadora fez pelo menos dois tiros contra a festa e não um como afirmou em depoimento na DHPP. As imagens mostrariam clarões vindos da janela da policial.

O laudo, no entanto, aponta uma ressalva. Os peritos apontam que uma árvore e outros elementos causam uma obstrução de visão direta. Mesmo assim, a perícia acredita que a janela é compatível como origem do tiro.