Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

Cinco sindicatos de servidores municipais realizam uma manifestação nesta quarta-feira (22) na Câmara Municipal de Curitiba. Eles alegam temer  um possível ‘pacotaço’ com retirada de direitos adquiridos, que Prefeitura de Curitiba estaria planejando para deixar as finanças em dia.

(Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Segundo Gabriel Conte, diretor do Sismmac (Servidores do Magistério Municipal de Curitiba), a presença na Câmara se dá por um encontro entre o secretário de Finanças e os vereadores.

“A Câmara terá uma audiência com o secretário de finanças e a prefeitura de Curitiba e vamos exigir a nossa database e que isso seja cumprido. Além disso, queremos que os direitos dos professores sejam cumpridos. Somos contra este ‘pacotaço’ que a prefeitura pretende mandar para a retirada dos direitos dos servidores”, descreveu à Banda B.

Ainda de acordo com Conte, todos sairão perdendo com uma possível greve da categoria. No caso dos professores, o indicativo de paralisação já foi marcado para o dia 15 de março. “Se a prefeitura pensa em tirar do servidor para colocar as finanças em dia, toda a cidade vai acabar perdendo, por conta de uma possível greve”, protestou.

Greve professores

Na noite de segunda-feira (20), cerca de 800 professores da rede municipal de Curitiba aprovaram um indicativo de greve para o dia 15 de março.  Uma nova reunião está marcada para acontecer no dia 9 de março.

Uma das diretoras do Sismmac, Viviane Bastos, explicou que não há o cumprimento de um reajuste planejado. “A categoria está em alerta por conta dos anúncios feitos pelo prefeito Rafael Greca de que não vai pagar o reajuste salarial obrigatório da inflação, que é dia 31 de março. Também não houve pagamento do plano de carreira do magistério municipal. Ano passado, aguardávamos uma transposição para uma nova tabela salarial, que garantia para o magistério uma finalização de uma implementação de plano de carreira e que já estávamos recebendo na gestão passada. Agora, eles não honraram com os compromissos e estão anunciando que não conseguirão pagar”, afirmou à Banda B, na manhã desta terça-feira (21).

A diretora afirma ainda que não há uma conversa direta entre categoria e representantes da educação de Curitiba. “Eles não chamaram o sindicato para conversar, não deram respostas concretas, nem oficiais”, declarou.

A pauta de reivindicações da categoria foi confeccionada durante a assembleia e consta ainda com outros 22 itens, como reajuste salarial de 15%, transição para o novo Plano de Carreira, gestão democrática tanto no Instituto Curitiba de Saúde (ICS) quanto no Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC), e melhoria das condições de trabalho.

Além disso, a categoria também realizará um ato na Câmara dos Vereadores na próxima quarta-feira, dia 22 de fevereiro, às 9h. A proposta de ajuste fiscal do prefeito Rafael Greca deverá iniciar a tramitação na Câmara nesta data e os professores informaram que irão marcar presença no local.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura de Curitiba informou que a Secretaria Municipal da Educação recebeu os representantes do Sindicato  dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) na última sexta-feira (17) para tratar de temas propostos pelo Sindicato. A Secretaria da Educação mantém a postura de diálogo com os servidores.

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