O presidente da Urbs, Roberto Gregório, anunciou no final da tarde desta terça-feira (12) o novo valor da passagem do transporte público de Curitiba. Com um aumento de R$ 0,25, a passagem passa a ser de R$ 2,85. O reajuste passa a valer a partir de zero hora de quinta-feira, dia 14. O valor já leva em conta a possibilidade do corte, pelo governo do Estado, do subsídio criado no ano passado e que beneficia os municípios da Região Metropolitana. “Não seria justo transferir para a população o custo do fim do subsídio”, disse o prefeito Gustavo Fruet.

Fruet explica que, sem o aporte do governo estadual, o custo real da passagem, para manter a integração com os 13 municípios vizinhos da capital, chegará a R$ 3,13. Essa diferença de 28 centavos, para cobrir os custos desses municípios, será, a partir de maio, responsabilidade da Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba).

O prefeito anunciou também uma auditoria no transporte coletivo. Junto com a criação da comissão que vai analisar a composição da tarifa e o funcionamento do sistema, essa medida dará transparência ao transporte público da capital.

O reajuste na tarifa é de 9,6%. Entre outros componentes, pesam nesta tarifa o aumento nos preços do combustível e lubrificantes (12,3%); pneus (7,8%) e reajuste salarial de motoristas e cobradores (10,5%), além do custo de peças e acessórios, de 0,97%, e do preço dos ônibus, também de 0,97%.

Outro dado importante nesta conta foi a redução em 2,1% do número de passageiros, ou seja, 500 mil passageiros a menos por mês. Como a tarifa é, na prática, o rateio do custo do transporte, quanto menor o número de pagantes, maior o custo por passageiro. Este custo é o valor pago às empresas de transporte. Na média, o curitibano utiliza dois ônibus pagando uma só tarifa. Por dia útil são 2,3 milhões de passageiros transportados e 1,1 milhão de passageiros pagantes. Também estão nesta conta os 3,6 milhões de deslocamentos mensais de pessoas isentas, que não entram no rateio dos custos. Previstas em lei, as isenções representam 15% do valor da tarifa.

Domingueira

O reajuste se estende à tarifa especial de domingo, a chamada domingueira, que passa a R$ 1,50. Congelada há oito anos, a domingueira é subsidiada pelos próprios passageiros, que pagam o custo real diluído na tarifa dos dias úteis. O reajuste aplicado neste ano, de 50%, fica abaixo da inflação do período – que foi de 52%.

Greve descartada

Pela manhã, motoristas e cobradores de Curitiba e região metropolitana, por meio do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc), entraram em acordo com a classe patronal em reunião no Tribunal Regional do Trabalho e descartaram a grave. A proposta aceita foi de reajuste de 10,5%, aumento de R$ 100 no vale alimentação e abono de R$ 300 a ser pago durante o ano.

“Foi uma conversa bastante longa, porque buscamos um aumento real e em meio a propostas e contraposta tivemos uma proposta a qual seria o mínimo possível, que era de 10,5%. O juiz entendeu que este seria o mínimo e chegamos a este consenso. Como isto ficou definido em assembleia, agora é só assinar o acordo e pronto”, afirmou à Banda B Anderson Teixeira, presidente do Sindimoc.