Da Redação com TN Online

Suspeita pelo assassinato do filho recém-nascido em Mauá da Serra, no norte do Paraná, uma mulher de 36 anos foi presa na madrugada desta segunda-feira (22) e afirmou, em depoimento à polícia, que não cometeu o crime. Ediocéia de Menezes mudou a versão anterior e afirmou que a criança foi assassinada por seu companheiro. Ela garante ainda que foi obrigada a assumir o crime por sofrer ameaça de morte.

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Foto: Sérgio Rodrigo/TN Online

Em entrevista concedida ao TNOnline, a mulher alegou que era obrigada a se prostituir, mesmo durante a gestação, o que colaborou para o parto antes da data prevista. “O meu bebê nasceu antes do tempo. E assim ele nasceu eu pensei que o homem que vive comigo ia cortar o cordão umbilical. Mas ele pegou a faca e ‘plantou’ na nuca e nas costas do meu bebê e olhou para minha cara e falou que não gostava de criança”, disse.

A mulher afirma que não ingeriu álcool, nem substâncias ilícitas, e culpa o companheiro pelo assassinato do filho. “Meu mundo acabou naquele momento. E ele pegou e disse que ia chamar a polícia e falou que era para eu assumir tudo ou então ele iria me matar”, afirmou.

A Polícia Civil investiga o caso.

O caso

O crime foi comunicado à Polícia Militar (PM) pelo companheiro da mulher. Segundo a PM, o homem relatou que ela estava grávida de nove meses e teria praticado o assassinato.  Inicialmente Ediocéia disse à polícia que sentiu dores e teria se esfaqueado para retirar o bebê do ventre. Ela acabou sendo encaminhada para receber atendimento médico no posto de saúde de Mauá da Serra e depois ao Hospital da Providência, em Apucarana. Mesmo internada, ela foi autuada em flagrante por infanticídio.

De acordo com a PM de Mauá da Serra, no hospital foi constatado em exame preliminar que a mulher teria dado à luz e só depois a criança foi atingida por golpes de faca e teve dedos cortados.

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