Por Felipe Ribeiro e Adilson Arantes

O suposto cartel no transporte público de Curitiba, que foi apontado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na tarde de ontem, foi denunciada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por um diretor sindical na tarde desta quarta-feira (18). André Machado, do Sindicato dos Bancários da capital, conversou sobre a denúncia com o jornalista Adilson Arantes e informou que espera que o caso seja investigado até as últimas medidas.

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Foto: SMCS

“Cartel é crime, e foi comprovado pela auditoria da Urbs e pelo TCE que existiu, então esperamos uma investigação do órgão, que é ligado ao governo federal, para que seja tratado como tal”, afirmou. Segundo ele, o Cade exige um prazo processual de até três dias para avaliar o encaminhamento e iniciar uma investigação.

Entre os indícios apontados como cartel pelo TCE, está a prática de descontos irrisórios e o quase onipresente sobrenome “Gulin” nas empresas que prestam o serviço. Em alguns lotes – como o de número “1″, que compreende o Norte da cidade – o controle da família chega a 87,06%. Na região, o sistema é operado pelas empresas Mercês, Marechal, Glória e Santo Antônio. Para a investigação sobre a possibilidade de oligopólio, o relatório recomenda a remessa de cópias dos autos ao Cade e aos ministério Públicos Estadual e Federal.

Cartel é um acordo ilegal feito entre empresas concorrentes para fixar preços ou cotas de produção por meio da ação coordenada para assim eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros. Na legislação brasileira, cartel é considerado crime.