Da Redação

Um dia após o fim da greve dos trabalhadores dos Correios, o sindicato que representa a categoria no Paraná enviou uma nota para a imprensa nesta quinta-feira (10) para relatar um suposto assédio moral contra aqueles que aderiram à paralisação. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom), a empresa recebeu seus funcionários com retaliações e tentou transferir trabalhadores de unidades sem nenhuma fundamentação. “Em algumas locais os gerentes estão impedindo os funcionários de utilizar seus próprios instrumentos de trabalho”, afirma a nota.

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Foto: Divulgação Sintcom

Segundo o Sintcom, o Centro de Distribuição Domiciliar Campo Comprido é um desses casos na capital Curitiba. “Na manhã de hoje, os carteiros motorizados, que entregam encomendas normalmente mais pesadas de carro ou moto, foram obrigados a realizar suas entregas a pé. A prática se caracteriza como assédio moral e diversas denúncias foram recebidas no sindicato”, diz.

No Rebouças, o sindicato afirma que os carteiros que aderiram a greve foram coagidos pelos gerentes e orientados a mudar de unidade sem nenhuma explicação ou possibilidade de negociação.

Resposta

A Banda B entrou em contato com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos  que informou em nota que a alta demanda de entregas provocou as duas situações, mas afirmou que nenhuma delas caracteriza assédio. Em relação aos carteiros motorizados, a empresa afirmou que devido ao apoio externo, alguns deles ficaram sem veículos para exercerem suas funções, mas que irão receber normalmente pelo serviço. Já a transferência dentro das unidades teria acontecido pelo fato de vários bairros e algumas regiões possuem maiores demanda que outras. “A transferência é temporária, está dentro do contrato, e acontecerá apenas até as entregas serem normalizadas”, afirma a empresa.